|
|||||||
![]() |
|||||||
|
|
|||||||
| Valeu! | |||||||
| Priscila Baracho | |||||||
| Localizado no estado de Minas Gerais, a cidade de Ribeirão das Neves foi o berço do cartunista Henrique de Sousa Filho. Mais conhecido com Henfil, ele nasceu no dia 5 de fevereiro de 1944. Sua carreira começou como cartunista e quadrinhista. Henfil viveu na época da ditadura militar, lançando em 1970 a revista Os Fradinhos, um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. O cartunista freqüentou o Colégio Arnaldo da Ordem do Verbo Divino, fez o curso supletivo noturno e um curso superior de Sociologia, que abandonou depois de dois meses. Foi embalador de queijos, "boy" de agência de publicidade e jornalista, até especializar-se, no início da década de 1960, em ilustração e produção de histórias em quadrinhos, tornando-se conhecido nacionalmente, a partir de 1969, quando passou a colaborar no "Pasquim". Suas tiras também foram para o exterior, sob o título "The Mad Monks", mas a experiência durou pouco, pois seus personagens foram considerados doentios. Henfil envolveu-se também com cinema, teatro, televisão e literatura, mas ficou marcado mesmo por sua atuação nos movimentos sociais e políticos brasileiros. Henfil passou toda sua vida a defender o fim do regime ditatorial pelo qual o Brasil passava. Quando, em 1972, Elis Regina fez uma apresentação para o Exército brasileiro, Henfil publicou no O Pasquim uma charge, enterrando a cantora, apelidando-a de "regente". Os escritos de Henfil eram anotações rápidas, sendo um misto de reflexões rápidas com os seus traços ligeiros dos cartuns. Publicou sete obras durante toda sua vida, as quais se destacam Diário de um cucaracha,onde ele conta sua experiência no exterior e Cartas à mãe, criticando o governo e pedindo uma posição das personalidades. Em Cartas à mãe, ele critica abertamente os erros do governo, em um de seus textos cita o desvio de dinheiro do INPS para a construção da ponte Rio-Niterói e da hidroelétrica de Itaipu. Henfil enfatiza que todo mundo sabe como muitas das grandes empresas particulares e estatais dão calote no INPS. Ele lutava para que o país fosse livre. Henfil, pode-se dizer, foi um cartunista, quadrinista, escritor e jornalista. Ele era hemofílico e durante uma transfusão de sangue, contraiu o vírus da Aids. Faleceu em 4 de janeiro de 1988, época em que chegava ao fim a ditadura militar, pelo qual ele lutou tantos anos. Durante sua trajetória artística, Henfil escreveu muitas frases em que incentivava as pessoas a buscarem seus objetivos. Para ele, enquanto se acreditasse no próprio sonho, nada seria por acaso. Uma das frases mais famosas dele é “Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente”. Esta frase mostra o quanto o artista era uma pessoa que lutava por seus ideais, principalmente durante o período em que criticou a regime de ditadura. FONTES: Wikipedia Centro Cultural de São Paulo Site pensador.info Site culturabrasil.org |
|||||||