Rádio “SIM”, TV “SIM”, sites e programas em veículos de comunicação de massa. Os dois lados da moeda (“sim/não”) para o referendo no dia 23 de outubro estão investindo pesado na mídia. É de se parabenizar a transparência mostrada diante da população em geral. Os programas eleitorais gratuitos são curtos e grossos: “Diga SIM ou vote NÃO”. Nada de firulas.
Os programas, que têm durado no máximo 7 minutos e meio cada um, estão sendo financiados por doações da iniciativa privada e por pessoas físicas que demonstram simpatia pela causa. A maioria das matérias de campanha, serviços e atividades de mobilização tem sido viabilizada pela participação de pessoas, empresas e organizações voluntárias.
Pela presença nas diferentes mídias, pode-se perceber que a turminha do “Sim” investiu um pouco mais pesado. Contudo, tem apresentado uma estratégia menos agressiva e mais persuasiva. Já o pessoal do “Não”, quem sabe por falta de argumentos, tem desperdiçado seu tempo desmentindo erros de autoridades do “concorrente” em vez de se concentrar em informar a população. É muito fácil perceber que o programa que apóia a aprovação do referendo tem muito mais investimento. Os ricos querem menos violência? Será que podemos concluir que grandes organizações querem que o referendo seja aprovado?
Agora, que é de se dar parabéns a galera do “sim”, isso é verdade. Seja lá quem fizer parte da turma, ela tem apresentado uma espécie de jornalismo publicitário -afinal, qual não é? - muito mais bem estruturado que o do outro lado.
O primeiro programa é o do não. Eles se demoram em bater, longa e firmemente, em cima da contradição nas estatísticas apresentadas pelo pessoal do “Sim” com relação ao número de armas existentes no Brasil. Ora, argumentem! Por que não concentrar a programação em argumentos e informações para que o telespectador faça a melhor escolha possível?
Já o pequeno tempo do “Sim” contém mais informações. Eles explicam várias questões, como por exemplo: “O Estatuto de Desarmamento vai proibir o uso de armas? Não. Aqueles que possuem uma arma de fogo deverão legalizá-la. A lei vai apenas tornar mais difícil se ter uma arma”. Perguntas respondidas em um estilo telejornal informativo. Eles ainda divulgam um site no qual apresentam 10 razões para se votar 2 -“Sim”. Além disso, colocam perguntas que, freqüentemente, são feitas pela população em geral e explicam cada artigo do estatuto. |