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Atualizações quinzenais às quintas-feiras
 
“Não às armas”.com.br

Ana Carolina Riguengo

“Armas servem para matar”. “Arma é risco e não proteção”. Estas são as frases que abrem a proclamação de justificativas dadas pelo site que levanta a bandeira de apoio ao referendo - eles pegam bem firme nas ideologias.

Quem faz parte de toda essa manifestação são senadores e deputados de uma miscelânea de partidos, tais como: PSDB, PV, PC do B e, claro, o PT. Sem querer julgar, mas o PT deve ter se aliado a “defesa da paz mundial” para ver se levanta a moral que ficou abaixo de zero com o escândalo do mensalão. Mas o poderoso chefão é o senador “democrata” Renan Calheiros (PMDB).

Muito espertos colocaram logo na home todas as celebridades que fazem apologia ao desarmamento. Neste meio estão Marieta Severo, Gabriel O Pensador, Emerson Fittipaldi e, para atingir o coração de suas tietes, o bonitão global Marcos Palmeira. As influências positivas por parte das “estrelinhas” são razoavelmente consideráveis. Não é de se admirar que muitos votem pela boa propaganda e nem tanto pela expressão da sua opinião.

Um dos pontos fortes do site é que ele sempre tem notícias atualizadas sobre como as armas são predominantemente usadas para o mal, para a destruição, o caos do mundo. Além disso, estatísticas do Ministério da Saúde que comprovam quanto diminuiu o número de vítimas desde que toda a campanha iniciou.

Mulheres comuns e instituições religiosas também apóiam o referendo. O próprio site sugere encontros e grupos de oração pelo desarmamento. Os nomes divulgados foram de pastores anônimos pertencentes a congregações das igrejas Assembléia de Deus e Batista. Também são citados alguns padres. No caso da Igreja Católica, foram pegas frases isoladas de João Paulo II e João XXIII. Só não deu pra entender por que não divulgaram nenhuma declaração de um representante vivo do catolicismo. Mas isso foi só mera observação.

Oferecer um espaço para a manifestação pública também foi uma boa alternativa. Incluindo os argumentos do “Por que sim?”, ou ainda, ter trabalhado com as sensações, expondo casos escabrosos de vítimas das armas de fogo.

Apesar de haver várias manifestações na mídia contra o referendo, nenhuma foi tão enfática como a dos favoráveis - pelo menos não na web. Apesar de existir muitos argumentos fortes a favor da posse de armas, ninguém se organizou como o grupo contrário às armas.