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Apolo, qual sua origem?

Rodrigo Galiza

A origem das coisas é algo que intriga a mente humana. Já duram décadas as discussões sobre a origem do universo e do homem. Criação, evolução ou nenhuma delas. Muitos gregos quando queriam saber a origem da vida, provavelmente, procuravam o deus Apolo, que guardava os segredos da vida e da morte. E de acordo com a mitologia grega, Apolo os contava aos homens. Mas, até sua origem é de caráter duvidoso. Teria surgido no oriente ou da região indo-européia? Apolo é uma figura complexa e enigmática. E, curiosamente, foi de Apolo que os comandantes da Nasa nomearam a sua expedição à Lua.

Apolo 11

Não se pode duvidar da veracidade do projeto Apolo 11. Aliás, 25 bilhões de dólares foram gastos com o foguete Saturno que levou os astronautas ao espaço. Cerca de 150 mil pessoas foram envolvidas nesse projeto. No seu lançamento, aproximadamente um milhão de pessoas presenciaram, ao vivo, o Saturno subir ao espaço no dia 16 de julho de 1961.

A cobertura televisiva foi impressionante. É dito que foi a maior cobertura já feita de todos os tempos. Cerca 500 milhões de pessoas, um quinto da população mundial da época, pode assistir ao lançamento. A Globo estava presente em Cabo Kennedy , Flórida, transmitindo o lançamento para o Brasil. Ao chegar à Lua, a Eagle, módulo lunar, manteve contato ao vivo com a Terra. A repercussão do homem ter pisado na Lua foi tremenda. Milhares aplaudiram e vibraram com essa conquista.

Teoria da Conspiração

Mas, assim como a origem do Apolo grego é duvidosa, nem todos acreditam na veracidade do Apolo americano. Em 2001, no ano do 11 de setembro, a rede americana de televisão Fox colocou no ar um documentário que disseminou a semente da dúvida. Chamado FOX Special - Conspiracy Theory: Did we land on the moon? Especial FOX - Teoria da Conspiração: Nós pousamos na lua? ), o documentário mostrou supostas falhas no projeto da Nasa. Ao analisar imagens e filmes de todas as missões Apolos, eles concluíram que o homem não havia pisado na Lua.

Para muitos, os Estados Unidos enganaram ao mundo. Por estarem em plena guerra fria, e no calor da guerra espacial, o governo norte-americano precisava fazer algo. Principalmente, porque a corrida espacial estava sendo vencida pelos soviéticos. E a corrida era até a Lua. Os russos já tinham colocado, antes dos americanos, uma sonda espacial, a Sputinick, em 1957; e um homem no espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961. Até Von Braun, o cientista alemão que projetou o Saturno, declarou: “Quando estivermos a caminho da Lua teremos que pedir permissão aos russos para passar”.

John Kennedy, presidente norte-americano na época, desafiou os EUA a colocar o homem na Lua antes que a década acabasse. O projeto era desgastante e possuíam muitos riscos. “O número de coisas que poderiam dar errado era tão incrível que ninguém em sã consciência faria isso”, revelou o ex-Relações Públicas da NASA, Brian Duff.

Mas, em 1969, uma imagem mostrou Neil Armstrong dando o primeiro passo de um homem na Lua, e declarando que aquele era “um pequeno passo para um homem. Um gigantesco salto para a humanidade”.

Mas para os “teóricos” da conspiração, tudo isso não passou de uma boa produção cinematográfica. Aliás, não tão boa assim, pois muitos erros seriam detectados anos mais tarde. A partir das análises minuciosas, os adeptos da teoria declararam ter descoberto a verdade. Várias são as falhas apontadas. Desde sombras em excesso nas fotos até a falta de crateras foram usadas para mostrar a “verdade” ao mundo. Eles concluíram que era impossível que fossem imagens feitas na Lua.

Alguns conspiradores acreditam que as imagens foram feitas no deserto de Nevada, Estados Unidos. E os efeitos especiais dos filmes e imagens da Nasa foram feitos pelo cineasta Stanley Kubrick, o produtor do filme 2001-Uma Odisséia no Espaço. As testemunhas dessa produção foram assassinadas pela CIA e enterradas no deserto de Nevada, segundo conspiradores. E quando chegou o dia 20 de julho de 69, a Nasa simplesmente solta o VT, que já tinha sido gravado. Essa teoria ganhou terreno por todo o mundo. Já foi tema até de um livro de Bill Kaysing, Nós Nunca Fomos à Lua (We Never Went to the Moon). Em sua obra, Kaysing diz que a NASA não possuía tecnologia suficiente para mandar um homem á Lua. Vários websites também defendem a teoria da conspiração. As respostas às objeções levantadas pelos críticos têm sido respondidas pela Nasa, já que o cineasta Kubrick morreu. Até pedras trazidas da Lua foram examinadas e tidas como extraterrestre.

Vários documentários já foram feitos sobre a Apolo 11. Um do Globo Repórter , outro da Folha de S.Paulo e um dos mais recentes, Dias que abalaram o mundo, uma parceria entre a revista Superinteressante e BBC. Em sua maioria, esses documentários e reportagens não mostram os dois lados, ao contrário, têm como definido que o homem pisou na Lua. Em outubro de 2004, a Super, em edição especial, O Livro Negro das Conspirações , afirmou que seus adeptos não passam de “paranóicos e simpatizantes do socialismo soviético”. Várias evidências são mostradas por ambos os defensores da Apolo, e os que não simpatizam muito com o Tio Sam.

Essa batalha deve continuar por muito tempo. Se a Nasa não foi muito feliz em sua ida à Lua, pelo menos acertou no nome da missão, Apolo - que como o deus grego, é, e continuará sendo uma figura enigmática e de origem duvidosa.