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Cuidado!

 

Antes de qualquer coisa, quero começar nossa conversa dando satisfações sobre uma pequena (mas notável!) mudança em nosso layout. A partir dessa edição até o último número do ano, ostentaremos um selo do 18.º Set Universitário, concurso realizado pela Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS. É que o Canal foi eleito o melhor trabalho jornalístico na categoria “online”, neste que é considerado por muitos o maior concurso de laboratórios e produções universitárias do Brasil - há quem diga ser o maior do Mercosul!

Esse prêmio não poderia de forma alguma ser conquistado sem o esforço e competência que nossos 111 colaboradores, nas mais diversas funções, exerceram durante os três anos da revista. Nós também nunca levantaríamos o troféu do Set Universitário 2005 sem a sua participação, com artigos, cartas, acessos e, acima de tudo, confiança. Foi por causa de sua confiança que crescemos a cada dia mais. É por isso que, por meio dessa carta ao leitor, nos comprometemos a encarar a conquista desse prêmio como mais um motivo para aprimorarmos a qualidade dos serviços prestados pelo site. Palavra de jornalista!

E para não se ter nenhuma dúvida que promessa é coisa séria para a equipe do Canal , oferecemos a você uma das melhores edições da história da nossa revista. A proposta do tema “Teoria das conspirações” é procurar respostas para as maiores polêmicas do século 20 que, como não poderia deixar de ser, tem vários “dedos” da mídia. Nessa edição, você desvendará os mistérios do cristianismo levantados por Dan Brown, no livro O Código da Vinci , e descobrirá que milhares de pessoas em todo o mundo acreditam que o homem nunca pisou na Lua ou que uma cidade do interior de Minas Gerais foi palco de experimentos científicos alienígenas. Vamos relembrar teorias conspiratórias levantadas pela mídia por ocasião da morte de alguns dos presidentes brasileiros, como JK e Tancredo Neves, e a morte do presidente estadunidense John Kennedy e do papa João Paulo I.

Fica claro que, diante da revelação dos bastidores de tantas idéias - algumas malucas, outras que fazem muito sentido -, o próprio Canal não poderia escapar ileso. Talvez você tenha notado que essa edição entrou dois dias após nossa costumeira data de fechamento: a quinta-feira. Nesse dia, tivemos uma das piores tempestades da região que, além de arrancar árvores, placas e até entortar postes, produziu num verdadeiro apagão em toda a redação. No dia seguinte, quando recompúnhamos nossas forças, mais uma tempestade. Resultado: outro apagão! Somente após a terceira falta de energia (isso mesmo, foram três apagões) é que conseguimos atualizar o site com a nova edição, em plena tarde de domingo.

Casos como esses até me fizeram repensar se sociedades secretas contra os críticos de mídia existem de fato e se os apagões eram tentativas de impedir nossa edição de entrar no ar. (Às vezes penso que eles têm membros infiltrados em tribunais para votarem a favor da suspensão da obrigatoriedade dos diplomas para exercer a profissão de jornalista – mas deixa pra lá!). O fato é que depois de muito refletir, conclui: precisaríamos saber grandes segredos governamentais ou políticos para despertar a ira dos homens de preto ou representantes de altos escalões. Mas não sabemos nada disso. A única desculpa para tamanha perseguição só poderia encontrar algum sentido na seguinte justificativa: fazer crítica de mídia na atualidade é muito perigoso. Revelar a falta de profissionalismo e de ética, a má vontade e a distorção da informação é risco na certa! O Canal está na mira!

Cuidado! Isso pode acabar sobrando para você também, leitor! Sugiro que suspenda a leitura do Canal agora! Não podemos nos responsabilizar por perseguições de sociedades secretas contra o bom jornalismo, a responsabilidade social da mídia e seus adeptos!

Até mais ver.

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Nossa! Ainda está lendo? Tudo bem, tudo bem. Eu desisto. Se você continua lendo, só temos uma única alternativa: continuar escrevendo! Espero que se divirta com essa edição tanto quanto nos divertimos ao fazê-la.

Boa leitura!

Allan Novaes
Editor Chefe