Ao ler e analisar os textos publicados na edição que tratou das teorias conspiratórias que, de tempos em tempos, invadem a mídia, observei uma melhoria considerável na qualidade dos artigos.
Como nas primeiras edições desde a reformulação gráfica do site temos discutido pontos relativos à capacidade argumentativa e clareza textual dos articulistas, quero, agora, levá-los a uma reflexão diferente. Considero essa pausa interessante e oportuna a todos nós, quer sejamos jornalistas ou apenas interessados no assunto.
É natural que cada um de nós demonstre maior desenvoltura quando o assunto que estamos trabalhando “cai em nosso gosto”. Quantas vezes deparei com pautas, especialmente as policiais, que traziam consigo um prazer pelo bom texto, é óbvio! (Não vá sair por aí a dizer que o ombudsman do Canal é um agourento que adorava estar nos locais de crime). Quando isso acontecia, retornava à redação sedento por debruçar-me diante do computador e “remar e remar”, como se costuma dizer em nosso jargão profissional.
Escrever sobre teorias conspiratórias pareceu ter motivado os nossos articulistas! Claro, analisar fenômenos como a dúvida sobre a chegada do homem à Lua parece bem mais excitante do que divagar sobre temas bem mais áridos e que demandam maior esforço.
Não vou pregar, aqui neste espaço, que devemos sofrer para escrever. Ao contrário, comunicar pela escrita é o nosso maior prazer, prezado leitor! O que quero dizer é que, muitas vezes, seremos obrigados a apresentar nosso melhor trabalho. Isso, independente da nossa pauta.
Recordo uma consideração do Cyro Martins, um dos mais competentes colegas com quem trabalhei. Ele costumava dizer à equipe do jornal que, em nosso caso, escrever pouco e de modo abarcante era um desafio estóico! Tomo as palavras do Cyro para advertir-lhes, caros articulistas, de que, às vezes, será um duro desafio ter de escrever bem sobre assunto que não dominamos ou que não gostamos.
Desenvoltura na escrita, diante dos mais variados temas, é um ideal a ser perseguido. Não julguem que algum assunto parece chato, descabido ou desinteressante. Há um dito popular, comumente usado lá no Rio Grande do Sul, e que bem se aplica aos casamentos. Diz mais ou menos assim: “Sempre há um chinelo velho para um pé cansado”. Pois, nobres colegas, sempre há um leitor interessado naquele assunto que cogitamos ser o mais improvável.
Com este recado, quero incentivá-los à manutenção desse mesmo padrão nas demais edições.
Depois que descobri, à custa de muita polêmica, que a Jamaica estava mesmo no Caribe, tudo é festa... Afinal de contas, o fim de ano está aí mesmo!
Um abraço e boa leitura a todos! |