Poderia começar esse artigo falando que sempre quis fazer Jornalismo para lutar pelos direitos da sociedade. Ser uma porta-voz do povo frente aos poderes que regem a nação. Ou, então, denunciar aqueles que roubam o cidadão privando seus direitos às necessidades básicas.
Esse, na verdade, é o sonho da maioria dos “foquinhas” universitários. E quanto mais risco tiver a profissão, melhor. Ser correspondente no Oriente Médio, mesmo sabendo que a simpatia por jornalistas naquela “faixa” é quase nula – apesar, que focas não sabem muita coisa! Ou quem sabe, trabalhar como repórter investigativo - e ter um fim semelhante a Tim Lopes, não tirando o mérito que deve ser dado a ele. Outros lamentam ter nascido na época errada, queriam ter vivido em plena ditadura, quando perseguição e tortura era a palavra de ordem quando o assunto era jornalistas.
Mas, com o desenvolver do curso, as idéias, os mitos, os idealismos e os sonhos vão se encontrando com a realidade da vida profissional. E então, descobre-se que ser jornalista é bem mais simples e comum. Só é preciso informar a sociedade. Pois, é nesse ponto que a situação complica. Ser jornalista pode ser simples, mas ter a responsabilidade de informar toda uma sociedade, não é tarefa tão simples assim. E não apenas por uma questão do difícil acesso a essas informações, pois um bom jornalista conquista e mantém suas fontes. O problema é fazer com que essas informações cheguem a todos, até mesmo àquele senhor mais humilde e analfabeto do sertão do nordeste.
Informar informados é fácil. Informar quem busca a informação é mais fácil ainda. No entanto, o bom jornalista não desperta somente o interesse pela informação, mas ele a leva para os que, aparentemente, não têm interesse. E o melhor jornalista, tem consciência de seu papel conscientizador perante a sociedade. Ele sabe o que noticiar e como atingir cada público com a mesma notícia, levando o cidadão não somente a reflexão, mas a ação.
Contudo, se bem analisado, este também parece discurso de “foca”, mas agora, “foquinha” do mercado de trabalho. Mas, como ser um bom, e por que não, o melhor jornalista em meio a uma profissão corrompida e rendida ao capitalismo? Pode-se dizer que o Jornalismo transformou-se numa grande empresa. No entanto, cabe ao recém-jornalista ressuscitar, com sensatez, aquela paixão que tinha no início da faculdade para poder exercer a função principal de um repórter: responsabilidade social.
O bom jornalista denuncia e grita aos quatro cantos os direitos da população. O melhor jornalista se envolve, luta e não desiste até que a população esteja desfrutando desses direitos. Essa é o trabalho de um jornalista. Trabalho que poucos estão empenhados e preocupados em realizar. Utópico? Pode ser. Mas, como disse o filósofo inglês, Edmund Burke: “Ninguém comete maior erro do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco.” Eu vou buscar fazer o meu pouco.
Nome: Vanessa Candia
Nascimento: 08/085/1980
Experiência profissional: Foi repórter do jornal online Diário do Campus. Articulista e chefe-de-reportagem da revista eletrônica Canal da Imprensa . Publicou matérias no Observatório da Imprensa, Paraná Online, Portal Imprensa, Comunique-se, revista Sinais dos Tempos, revista Escola Adventista, Jornal do Meio Ambiente, revista Ingá Noivas. Foi redatora e editora-chefe do telejornal Semana em Foco, veiculado no canal fechado TV Novo Tempo. Produziu reportagens para o radiojornal Destaque Santa Catarina, transmitido pela rádio Novo Tempo/SC. Também produziu matérias para a rádio CBN, Mogi Mirim/SP. Atuou como assessora de imprensa do II Campori de Desbravadores do Vale do Paraíba. Em 2003 e 2004, trabalhou como secretária-de-redação e editora-chefe da revista eletrônica Canal da Imprensa.
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