Uma trajetória que começou baseando-se nos ideais republicanos; numa época onde até passar por ridículo fez parte da história deste veículo, e que hoje alcançou a confiança da sociedade brasileira. Está em pauta, o jornal O Estado de S. Paulo que desde 1875 tem lutado pela informação imparcial, sem envolvimento com os fatos, para conquistar o brasileiro.
Fatos e notícias. A cada semana, dias, horas, minutos e segundos, apenas aumentam. O que deixa mais difícil a tarefa de apenas informar, sem se envolver com os fatos e notícias mundiais. Nota-se o conflito de interesses entre um veículo e outro, com o objetivo de apenas manter status e poder. Porém a "meta" da maioria dos veículos é a de: informar o leitor sem mostrar tendências.
Seguir essa política editorial, pode não levar ao sucesso garantido - até pelas exigências do público -, porém essa é a meta da mídia informativa em geral. Mas estará realmente sendo colocada em prática a teoria da imparcialidade?
O mesmo público, exigente, pode não perceber certos tipos de tendências, colocadas pela mídia. Porém cabe a ele analisar e tirar as próprias conclusões sobre o que acontece, e aquilo que fica "debaixo dos panos".
Envolvimentos maiores
Algumas vezes pode existir, por parte do veículo, algum tipo de envolvimento com o governo, ou outros órgãos, o que acaba prejudicando a credibilidade do veículo, deixando de lado a "imparcialidade", passando pra credibilidade monetária apenas. As conseqüências que esse tipo de postura acarreta é apenas a decadência da estrutura de confiança alcançada com o decorrer dos anos.
O Estado de S. Paulo não chega a ferir o leitor com mitos de realidades não existentes. Pois declara ter como política editorial, apenas informar, com credibilidade, a explosão de fatos e notícias que nos rodeiam. Afinal de contas, não é pra qualquer veículo 131 anos de informação!
InovaçÃO
Faz parte da política editorial de O Estado de S. Paulo "levar" o leitor a opinar sobre aquilo que lê, e não induzi-lo. Um exemplo teórico é a última campanha publicitária que o Estadão lançou em revistas e outras mídias. Foi separado um espaço publicitário contendo apenas as letras "ÃO". O que deixou o leitor curioso, do que estaria por vir.
Alguns dias depois teria início a campanha que inferiorizou o "inho" e aumentou o "ÃO". Frases como: "Tem gente que pensa inho. Tem gente que pensa ÃO". "Inho é achar tudo bonitinho. ÃO é ter opinião". "Imitar é inho. Criar é Ão".
Pequenos textos que revelam um pouco do que se propõe O Estado de S. Paulo para com o leitor . Um dos textos questiona: "Você tem opinião? Ou, toda vez que precisa, pega emprestado? Cabeça foi feita pra incomodar. Pensar diferente é, em princípio, ser considerado um criador de casos. Mas tem lá suas compensações. Você se torna mais criativo, mais independente da opinião alheia, mais Ão. Alimente o espírito com um banquete: se informe, se interesse. SEJA O SEU PRÓPRIO FORMADOR DE OPINIÃO."
Outro texto entra em conflito direto com o "inho": "Inho é não estar nem aí. ÃO é ser cidadão. Não é nada fácil ser ÃO. Lutar pelos seus direitos já é complicado. Pelos direitos dos outros 185.999.000 brasileiros, nem se fala. Para que se incomodar? A maioria é gente que você nem conhece. Basta se calar diante do abuso, dos desmandos, do que anda precisando de conserto neste país. Deve ser por isso que o ÃO anda levando tanta porrada por aí. Bem-feito: quem manda esse teimoso insistir em ser cidadão? A vida é uma queda-de-braço entre o inho e o ÃO."
Poucos textos do que em teoria (e em publicidade) se propõe o veículo impresso! Noticiar, e deixar com o leitor a tarefa de formar opinião sobre os "inhos" e os "ãos" dos fatos. Agora cabe a você, leitor, avaliar tendências que às vezes parecem pequenininhas, mas que causam grande ostentaçÃO! |