O Brasil é um país repleto de personalidades brilhantes em diversas áreas. É o País de Pelé, Marta Rocha, Chico Buarque, Rui Barbosa, Machado de Assis e tantos outros que ajudaram a fazer do nosso povo uma nação com cultura diversificada. No entanto, um nome merece destaque memorável pela façanha de construir, em plena república, um império de idéias e pensamentos. Estamos falando de Roberto Marinho.
Assim como num império, as leis no Brasil eram impostas pelo "monarca". O problema é que a pátria tupiniquim está sob a égide do sistema presidencialista e não admite um poder absoluto. Então como Roberto Marinho conseguiu impor suas idéias de maneira tão eficaz? A resposta é simples: por meio da famigerada rede de comunicação Globo, que também pode ser chamada de "império das ideologias" por aqueles que a conhecem.
Quando se fala em comunicação no Brasil, o primeiro nome citado é Globo. Hoje, milhares de famílias assistem aos programas globais, sejam eles novelas ou telejornais. A verdade é que a Globo sob o reinado de Roberto Marinho, e agora no comando de seus herdeiros, dita regras, impõe costumes, cria mitos e convence muitos brasileiros a pensarem de acordo com suas ideologias.
Dessa maneira, passa a ser questionável que tipo de ideologia o público está sujeito a receber. Logo, faz-se necessário analisar que tipo de idéias são disseminadas pela Globo a fim de alcançar seus objetivos.
A Globo está presente em todos os aspectos da vida do brasileiro. Ela diz que tipo de roupa as pessoas devem usar - de preferência que seja igual a de algum personagem da novela das oito. Que carro você deve andar - se for à marca do patrocinador, melhor ainda. Até diz em quem se deve escolher para presidente. Um exemplo claro de como a Globo pode manipular os fatos, antes mesmo deles chegarem à sua casa, foi à edição do debate entre os candidatos à presidência em 1989.
Naquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato de esquerda, disputava o cargo de presidente com Fernando Collor de Melo. A Globo promoveu um debate no qual os dois "presidenciáveis" apresentaram suas propostas de governo. Antes do debate ir ao ar, a emissora editou o vídeo de forma a beneficiar o candidato de sua preferência. Foram selecionados os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. Dias depois, o resultado se mostrou nas urnas. Collor foi eleito com número expressivo de votos. Mais tarde, a Globo se deu conta que ajudou a eleger o primeiro presidente a deixar o governo por impeachment. Desta forma, a emissora deixou claro que quem mandava no Brasil era Roberto Marinho, pelo menos naquele momento.
Essa é a maneira como a Globo age quando quer alcançar seus objetivos. Manipula, impõe e principalmente, influencia a fim de criar uma nação regida por suas "leis". Não foi por acaso que o "rei" Roberto Marinho disse: "Sim, eu sou o poder".
Ditadura
Durante o regime militar, a Globo foi o principal ponto de apoio das atrocidades cometidas pelo governo. Em troca de anúncios pró-ditadura, a emissora dos Marinhos omitia fatos como a morte do jornalista Vladimir Herzog, morto na carceragem da polícia do regime. Além de divulgar falsas notícias dos assassinatos de Fiel Filho, Stuart Angel e centenas de outros revolucionários.
Não bastasse as falsas notícias, a Globo acobertou a Operação Bandeirantes (Oban) em que os revolucionários contrários à ditadura eram mortos das mais variadas formas. A Globo também acobertou a Operação Gasômetro, que a semelhança do escândalo Riocentro, iria matar multidões. O gasômetro do Rio de Janeiro seria explodido, mandando para os ares vários quarteirões. A culpa seria dos revolucionários e, assim se perpetuaria a ditadura militar.
A Globo sabe do poder que tem nas mãos. Por isso faz o que quer, impõem o que quer. Por isso leitor, tome mais cuidado ao ler, ouvir e principalmente ver o que a Globo oferece a você. Seja lá o que for entretenimento ou informação, sempre haverá "idéias" embutidas naquilo que você lê, ouve e vê. Caberá a você julgar o que é correto no império das ideologias. |