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Pioneirismo é bom, mas não é tudo
 

Olá, prezado leitor! Apesar de já estarmos em março, esta é a primeira edição do Canal em 2006. Quem sabe, depois de você ter passado os olhos rapidamente pelas chamadas das matérias deste número, tenha percebido que o seu representante no veículo mudou. Isso mesmo, o Canal virou o ano, e trocou de ombudsman. Mas, antes que alguém se preocupe, vale dizer que o professor Carlos Henrique não foi demitido, mas remanejado para outro posto aqui no Unasp. Aliás, longe de demagogias, registro aqui os meus parabéns ao Carlos por ter se esmerado na desafiadora tarefa de ser “ombudsman do ombudsman”.

Para mim, assumir essa função é sinônimo de privilégio e responsabilidade. Privilégio, porque mesmo sendo recém-formado me foi confiado esse posto. Maior privilégio ainda, pois represento um público seleto, por natureza mais exigente, e que acessa esse site com o nobre objetivo de refletir sobre a qualidade da imprensa. Na mesma proporção, pesa sobre os meus ombros a responsabilidade de avaliar o trabalho de colegas, que até poucos meses eram colegas de faculdade e de redação. Pesa também, a responsabilidade de, junto com você, criticar aqueles que criticam e elogiar aqueles que fizerem jus.

Se por um lado, colocar um “foca” como ombudsman pode parecer temerário, por outro, pode representar a consolidação de uma prática que tem se mostrado válida: novatos criticarem veteranos. A trajetória do Canal confirma isso. Mais de três anos de produção renderam ao veículo elogios de profissionais experientes, citações em trabalhos acadêmicos, prêmios, mas, sobretudo a certeza de uma contribuição social. Portanto, como “prata da casa”, creio que podemos caminhar em busca do ideal, pois sei que existe esse mesmo sentimento na nossa equipe.

Despeço-me nesse nosso primeiro contato com a idéia que me inspirou o título. Tal qual a Folha , nos impressos, a Cultura, entre as tevês, o Canal saiu na frente dos demais observadores da mídia, no quesito ombudsman. Porém, o pioneirismo por si não é tudo. Até porque a oficialização de um “ouvidor” num veículo, não garante a qualidade do mesmo. Mas, é um primeiro grande passo. Por isso, reforço com você, leitor, a nossa parceria como “olheiros” do Canal.

Aguardo os primeiros comentários. Até a próxima edição!