O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) ao longo de seus 24 anos tem agradado de forma razoável as classes B e C, já que sua programação é predominantemente voltada para o entretenimento. Provavelmente porque a proposta do SBT seja proporcionar momentos de descontração para os seus telespectadores.
Eles só exageraram na quantidade de novelas. São transmitidas sete novelas diariamente (A Madrasta, Galeria Virtual, Café com Aroma de Mulher, Canavial de Paixões, Os Ricos Também Choram, Rebelde e Xica da Silva) e o pior é imaginar que existe público para todas elas.
Novelas, sendo brasileiras ou "importadas" como as mexicanas, vêm sempre ultrajadas dos mesmos clichês e com efeitos estimulantes ao consumo. Além de fazer as pessoas esquecerem de seus problemas e cair em devaneios, são poderosos contribuintes para a alienação. Entretenimento, diga-se de passagem, é necessário pra todo o mundo, mas com conteúdo.
E para quem ainda pretende arriscar viver um amor como o das novelas, o SBT tem a receita pronta. Para isso montou uma versão renovada dos antigos programas Xaveco e Em nome do amor com a clássica frase: "Quer namorar comigo?", que agora leva o nome Casamento à moda antiga pois os casais se unem de acordo com a opinião do público.
Parece que a emissora está sempre querendo dar um apoio a seus telespectadores usando, por exemplo, o "auxílio a solteiros". Um assunto tão importante para as pessoas como relacionamentos amorosos, eles não exitam em tentar ajudar.
Quanto à educação, a política da emissora é mostrar o que as crianças querem ver não o tanto que elas precisavam aprender. Muitos são os desenhos que retratam a violência e não os valores morais. Em seu artigo publicado no Observatório da Imprensa intitulado "O quadro da dor" (17/08/2004), o jornalista Alexandre Goulart mostra a opinião do presidente do SBT. "Para Silvio Santos, a televisão não tem função educativa ou social. É entretenimento e lucro, é um negócio como qualquer outro."
Já o jornalismo do SBT embora ele se intitule como imparcial, se demonstra esquerdista. Uma evidência disso foi o jornal começar com a "benção" do presidente Lula em pleno fusuê do mensalão. Depois da partida de Boris Casoy, o SBT parece não estar tão preocupado com os noticiários, mesmo que o Jornal do SBT e o SBT Repórter nunca tenham saído do ar. Houve até na emissora um jornal apresentado por modelos que não atingia um bom nível de apresentação e conteúdo.
Mas com a contratação da jornalista Ana Paula Padrão, o jornalismo teve uma nova chance. O SBT Brasil está no ar, embora já tenha mudado de horário algumas vezes. Parece que Silvio Santos entendeu que o público não quer só entretenimento, ele também precisa de informação. Além disso, foi preciso investir no jornalismo para competir no mercado, pois a Globo apresenta altos índices de audiência em programas jornalísticos.
Voltando ao entretenimento, algo notável no SBT é o incentivo ao "estrelismo". Em breve estréia o programa Ídolos que dará chance a pessoas comuns de se transformarem em astros e estrelas do mundo pop.
Diante dos fatos, pode ser concluído que o Sistema Brasileiro de Televisão agora têm aumentado a sua preocupação em trazer informação de conteúdo aos receptores, além de simplesmente querer agradar a massa fazendo da emissora o pão e circo moderno. |