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Rumo ao topo

Larissa Jansson

A TV Azteca é de propriedade do Grupo Salinas, um conglomerado de 11 empresas que procuram obter um rápido crescimento e avanço tecnológico investindo principalmente em parcerias. Seu principal cliente é a classe média mexicana.

O Grupo Salinas emprega em suas companhias cerca de 35 mil pessoas. Atua em campos de mídia, vendas, serviços financeiros, telecomunicações e de internet movimentando mais de 3,5 bilhões de dólares. Marca presença também em Honduras, Peru, El Salvador, Guatemala e Estados Unidos.

A história do grupo começou em 1906, quando Benjamín Salinas Westrup fundou uma loja de móveis em Monterrey. Durante o século 20, a empresa se fortaleceu aumentando sua rede de lojas e investindo em novos projetos em diferentes áreas, até se tornar um dos mais poderosos grupos da América Latina.

Começo conturbado

Em 1993, o grupo comprou a emissora estatal Imevisión, o que provocou controvérsias e críticas. A transação ocorreu durante o governo de Carlos Salinas de Gortari e muitos afirmam que o ex-presidente mexicano escolheu o Grupo Salinas para vender a emissora por interesses pessoais (Ricardo Salinas Pliego, o maior acionista da emissora, é parente de Carlos).

Desta compra nasceu a TV Azteca, em dois de agosto daquele ano. A partir daí, passou a investir em um formato diferente e inovador. Seu primeiro telejornal, “Hechos”, revolucionou o formato jornalístico televisivo no país e forçou a Televisa – a líder em audiência - a mexer em sua grade de programação, formato de programas e pessoal.

Ainda no ano de 1993, a emissora dividiu-se em dois canais: o canal 7, chamado Mi Tele, para o público jovem e o canal 13, Tu Visión, mais voltado para as famílias. Hoje a rede TV Azteca é a segunda rede de língua espanhola no México e também no mundo, logo atrás da Televisa.

No gosto dos mexicanos

O que garantiu o rápido crescimento de audiência nos primeiros anos foi o investimento em eventos como a copa do mundo e olimpíadas, além de novelas, caindo rapidamente no gosto popular e atraindo cada vez mais anunciantes.

Em 1994, a TV Azteca investiu 28 milhões de dólares em transmissores de televisão e pôde transmitir a copa dos Estados Unidos. Ainda em seu primeiro ano de atividades abriu três estações locais nas cidades de Tijuana, Chihuahua e Ciudad Juarez, aumentando o número de lares alcançados pela emissora. Em 1996 – apenas três anos após a fundação - mais de 90 milhões de mexicanos assistiam a TV Azteca.

Entre 1995 e 1997, o patrimônio da TV Azteca cresceu. Surgiram a central jornalística Forza Informativa Azteca (FIA); uma escola criada para a formação de atores (CEFAC); uma página na web e a Fundación Azteca.

A emissora de Ricardo Salinas Pliego conta ainda com uma empresa fonográfica própria, a Azteca Music. Possui também uma fábrica de telenovelas, a Azteca Digital, cujas produções são exportadas para cerca de noventa países, incluindo o Brasil.

Pelo mundo afora

A emissora mexicana também trabalha com duas redes internacionais: A Azteca Internacional que alcança 13 países nas Américas Central e do Sul e Azteca America. Essa tem programação voltada para os latino-americanos que vivem nos Estados Unidos, público estimado em mais de quarenta milhões de pessoas. Destas, 73% recebem a programação da emissora. A Azteca America conta com afiliadas em Nova York , Los Angeles, Chicago, Huston e Miami.

Em menos de quinze anos a TV Azteca construiu uma história interessante e um patrimônio que cresce a cada ano. E parece chegar cada vez mais perto de seu objetivo original. Ser a emissora de língua espanhola número um do mundo, ao mesmo tempo em que se interessa e desenvolve soluções práticas para o desenvolvimento social do México.