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O poder da fantasia

Giancarlo Sorvillo

Sonhar acordado. Obra ou criação da imaginação. Um atalho para escapar da dura realidade. Liberdade de viagem mental. Todas elas são definições para explicar uma “fantasia”, no entanto, quando se fala de grandes grupos de comunicação, a melhor explicação para fantasia é Walter Elias Disney. Nascido em 5 de Dezembro de 1901, em Chicago, Estados Unidos, Disney aos dezesseis anos de idade largou os estudos e falsificou sua certidão de nascimento para poder ser motorista de ambulância na II Guerra Mundial, na França. Após o seu regresso, iniciou, com uma pequena companhia chamada Laugh-O-Grams, sua carreira em arte comercial. Devido ao pouco sucesso que obteve com esta empresa, resolveu rumar a Hollywood e aí começar de novo.

Como o ser humano tem uma capacidade ilimitada de sonhar, combinando fantasia e realidade, Disney depois de muitos rabiscos e rascunhos, em 1928, cria seu primeiro personagem que iria conquistar a imaginação das crianças. A fantasia começou a tomar contornos reais em 1937, com o primeiro desenho do longa-metragem: Branca de Neve e os sete anões, no qual ganhou seu primeiro Oscar em Hollywood.

As orelhas de rato começaram a crescer nas crianças, quando começou o Clube do Mickey, um programa de televisão que exibia os desenhos animados do rato e de outros, como Pato Donald, Pluto, Pateta, Minnie e outros. As histórias eram simples, divertidas e incluíam valores tradicionais da história americana. Por exemplo, alguns desenhos envolviam Mickey fazendo o papel de colonizador do velho oeste americano, nacionalismo, honestidade e heroísmo. Desse modo, crianças e adultos foram encantados pelos simpáticos personagens que acabaram se tornando símbolos de tradições familiares, inocentes e divertidos.

Para que isso se estabelecesse de forma definitiva, em 1955, Walt Disney cria a Disneylândia. Um parque temático para que toda família pudesse viver a realidade da fantasia Disney por todas as gerações. Isso ficou garantido com a fundação da Walt Disney Company e que atualmente é uma das maiores empresas de mídia e entretenimento do mundo, sendo o segundo maior grupo de comunicação dos Estados Unidos. O quartel-general administrativo da empresa está localizado em Burbank, Califórnia e teve lucros de 22 bilhões de dólares em 2002.

Seus estúdios de filmes incluem a Walt Disney Pictures, Touchstone Pictures, Hollywood Pictures, Miramax Films, Dimension Films e mais recentemente, a Pixar. Desde 1996, a Disney também é dona da American Broadcasting Company (ABC), uma das maiores redes de televisão dos Estados Unidos - e também controla o Disney Channel e o canal de esportes ESPN, além de gravadoras, reaturantes, hoteis e até empresa de navios de Cruzeiros turísticos. Um dos carros-chefe desse império da fantasia são seus parques temáticos, sem mencionar a Disneylândia na Califórnia, eles controlam ainda Walt Disney World Resort, Disneyland Resort Paris, Tokyo Disney Resort, e o Hong Kong Disneyland, que está em construção.

O patrimônio de Mickey Mouse ainda consiste de um time de hóquei Mighty Ducks of Anaheim, e um time de beisebol Anaheim Angels, que mais tarde foi vendido para o empresário Arturo Moreno. Para manter toda essa estrutura imperial, 112 mil funcionários trabalham para garantir que a fantasia dure ainda por muito tempo e a influência de seus filmes e desenhos e toda rede de espetáculo não se desvaneça como um sonho de contos de fada.