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Herói à moda da casa

Franciele Mota

Ele era o modelo da juventude alto, loiro e atlético. Fiel aos seus, luta constantemente contra a tirania, o símbolo do herói perfeito. Ocupou um lugar muito especial no imaginário de muitos leitores durante anos. Flash Gordon durante gerações encantou leitores no mundo da aventura onde a luta era sempre contra a tirania, seja no mundo fantástico de Arbória ou no planeta Terra.

A aventura inicia-se quando um meteoro em queda destrói uma das asas da espaçonave onde Flash e sua namorada, Dale Arden seguiam. Com a colisão eles saltam em pára-quedas e caem próximo ao laboratório do Dr. Hans Zarkov. Sem muito entender e desconfiado de suas novas visitas, o Dr. Zarkov finalmente se juntou a dupla e juntos viajam para o planeta Mongo, “terra natal” do misterioso meteoro.

Flash Gordon partira da Terra para levar justiça e liberdade ao universo intergalático, encontrou um planeta governado por um imperador tirano, -Ming - que esta tramando um plano maquiavélico para destruir a Terra.

A magia da série se dá por ser uma obra recheada de imprevistos e as aventuras que se desenrolam em alguma galáxia distante. Alex Raymond não dá folga para o super-herói, quando tudo parece estar bem, dá-se um contratempo e desencadeia uma nova aventura.

Flash Gordon foi criado na década de 30 por Alex Raymond que deu abertura para os visuais mais elaborados de ficção científica. As histórias de Flash tratavam de tecnologias avançadas e civilizações distantes que foram criadas no período que se abre em 1929 e termina com o início da Segunda Guerra Mundial constituindo a idade de ouro das histórias em quadrinhos, ou caracterizado também como a época dos heróis.

Com isso foi preciso equipa-se com uma nova geração de desenhistas formados e com experiência para ilustração que distanciasse do gráfico de caricaturas, mas que não se desligassem dos cômicos e se ligando nas novelas de aventura com um enredo prolongado obrigando a seriar os episódios. Então surgiu as aventuras em quadrinhos

Uma crise no contexto

A crise de 1929 nos Estados Unidos criou uma demanda imaginária do herói para o público, com a necessidade de se destacar em relação aos norte-americanos. Com isso os heróis supriam e compensavam as perturbações da triste realidade. Era a válvula de escape, que os levavam para um mundo imaginário, longe e desconhecido.

A produção de histórias em quadrinhos levou a tona a necessidade do herói específico do tipo colonizador reafirmando a nova política externa norte-americana, criada a partir da crise de 1929.

Na versão em quadrinhos, Flash combate o Imperador Ming do Planeta Mongo, que planeja conquistar o planeta Terra. O imperador representa o poder absoluto, e o herói, a liberdade e a justiça no estilo norte-americano. Para apimentar a história, Ming o Imperador terrível de aparência asiática aponta uma divisão ética mostrando a divisão clara entre mocinhos e bandidos.

Para ser herói eram necessários alguns requisitos, em primeiro lugar tinha que ter o corpo perfeito, músculos impecáveis, uma fisionomia simpática, corajosos e atléticos. Em resumo deveria ter o protótipo americano, de nariz curto e maxilares quadrados que simbolizava decisão.

Flash Gordon era realmente um personagem da imaginação de Alex Raymond que também criou o agente secreto X-9 , Jim Das e Nick Holmes . Foi nessa época também que foi criado o primeiro personagem com uniforme escrito por Lee Falk e desenhado por Ray Moore. O Fantasma que era co nhecido como o espírito que anda.

Um herói justiceiro

Ele esta um pouco sumido das bancas, mas quem já tem mais de meio século de vida e é fã de quadrinhos, pôde conhecer um ícone dos super-heróis clássicos. Foi o primeiro super-herói criado com máscara e uniforme, algo bem discreto como uma roupa roxa que foi substituída pela vermelha na versão brasileira por problemas gráficos e mais adaptada com detalhes da época.

Filho de um magnata britânico e sobrevivente de um ataque de piratas à sua embarcação há mais de 400 anos, fez juramento sagrado de combater o mal até o fim de sua linhagem. Sua história começou com um homem à beira da morte, que renasceu com o espírito de justiça e proteção, um herói profundamente humano. Suas aventuras eram baseadas na África, mas sua justiça tornou-se mundialmente conhecida.

O Fantasma era um personagem de tiras de jornal. A King Features proprietária do personagem, ainda distribui materiais para publicação em jornais do mundo inteiro. Mas a editora Moonstone que esta produzindo uma revista regular do personagem entra em controvérsia com as histórias originais, porque não tem uma continuidade com as tiras diárias da King Features.

Para a Moonstone, o maior desafio será manter o personagem vivo e atraente para a nova geração que só conheceu Batman, Superman, Homem-Aranha, e outros. Caso isso não ocorra com o super-herói que completa 70 anos, a editora corre o risco de estagnar a imagem do personagem.