“Grandes poderes exigem grandes responsabilidades”. A frase que cunhou o filme do super-herói aracnídeo mais famoso do mundo faz discípulos até hoje. Mas esta edição trata sobre os grandes feitos daquele que não tem força sobre-humana ou um sentido que avisa a proximidade do perigo, mas que abala as estruturas sociais, econômicas e políticas de onde vive com o simples mas temível poder da informação. Estou falando do jornalista.
É na figura do jornalista, especialmente na pessoa do repórter, que a lógica citada acima faz pleno sentido. O privilégio que o jornalista tem de ser porta-voz dos fatos para a sociedade implica em consciência de que ele pode (e deve) lutar por uma sociedade melhor. Esse é o tema desta edição do Canal: as reportagens que marcaram o Brasil e o mundo pela sua capacidade de transformar a realidade.
Ao relembrarmos e analisarmos as coberturas jornalísticas que fizeram história, é nosso dever reafirmar nosso pacto, como jornalistas, de trabalhar em prol da cidadania. Diante de tantos exemplos do mau jornalismo que podem ser observados hoje, espero que a leitura desta edição possa trazer à tona a necessidade que o país tem de boas reportagens – que retratem, fiscalizem, critiquem e interpretem o que acontece no Estado. Ironicamente, as reportagens épicas e colossais que entraram para a história não servem para idolatrar profissionais que movimentaram “meio-mundo de gente” em busca da verdade, mas sua principal contribuição é a de orientar a prática e a missão do jornalismo simples do dia-a-dia.
Boa leitura!
Allan Novaes
Editor-chefe
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