home |
Informação com pedigree
 

Depois de uma semana de atraso, voltamos. A crítica desta vez já começa pela periodicidade. Alías, a fidelidade para com essa é um dos pilares da credibilidade de um veículo. Falhamos como equipe. Falta de planejamento para conciliar essa edição que entraria semana passada com a Jornada de Comunicação do Unasp, que monopolizou os esforços de nossos articulistas por uma semana. O resultado não poderia ser outro: desculpas aos leitores e lição aprendida para que não haja o mesmo tropeço.

Já no que diz respeito ao balanço da edição sobre as histórias em quadrinhos, vamos tratar nas próximas linhas. De modo geral, acredito que o último número do Canal alcançou o seu objetivo. Focou suas pautas em procurar resumir a história, com as respectivas mudanças editorias e gráficas, dos principais HQ´s publicados no Brasil. A opção por essa temática confirma a proposta desta revista de não se limitar à análise da imprensa, mas de ampliar o leque, abarcando a mídia como um todo.

Como matérias fortes desta edição, destaco as resenhas dos filmes e do livro sobre a guerra na Bósnia. Todas as resenhas deram uma contextualização interessante e suficiente das obras, principalmente a do livro de Joe Sacco, por esse tratar de um tema não tão conhecido. Elogio os artigos “O ‘S' mais famoso do mundo” e Vingadora sagrada” e “Geração história em quadrinhos”, pela quantidade de informações levantadas. Os títulos “Sob o domínio do sol nascente”, “Biografia do morcego”, “Poção antiamericana” e “Made in Japan” também merecem uma menção.

Por sua vez, as falhas também ocorreram. O problema maior é quando insistem nas mesmas. Algo que conversamos em algumas reuniões de avaliação interna é que os artigos deveriam conter citações. Quando damos números, devemos dizer de onde eles surgiram. Declarações, da mesma forma. É preciso ter precisão na apuração, por isso indicação da fonte, obra, data e página são indispensáveis. A negligência neste sentido pode configurar má intenção (plágio) ou, no mínimo, questionamento da credibilidade do articulista. Por isso, atentem. A informação precisa ter pedigree.

Até a próxima!