Fazer uma cobertura da Copa do Mundo não é fácil, dirá então quando ela nem começou. Esse foi o desafio que as revistas Veja e Época tiveram nas últimas semanas. Delegação em campo, quer dizer nas ruas, e repórteres de plantão. Esperando um gol, um furo? Não, está mais pra gafes do que flash. É torcedora atacando jogador, turistas pedindo autógrafos e técnicos preocupados com a resistência física de seus craques.
Nada além do comum, pautas frias. O de sempre, feijão com arroz. Para os fanáticos, um prato cheio, pra quem não é tão afim, uma indigestão. A mídia explora tanto o assunto que chega a saturar, todos falam a mesma coisa. Não adianta correr, o leitor é obrigado a aceitar que o País está vivendo no clima de Copa onde até o comércio pára pra ver os jogos da seleção.
Então vamos lá
A revista Época reservou para a edição de 5 de junho um catálogo especial sobre Copa do Mundo. Literalmente uma edição especial, a última antes da abertura no dia 9. Até que ela caprichou. Suas pautas diversificadas trataram assuntos delicados, como os futuros ícones do futebol, arriscando-se em citar cinco brasileiros como prováveis mitos.
No meio de tanta farra existe a sombra dos adversários, os eternos rivais brasileiro. Quem poderá estragar a festa brasileira nessa copa? Para responder a pergunta que ainda ronda inconscientemente entre os torcedores, a Época fez um levantamento dos adversários fortes.
Apesar de a Copa ser transmitida só por um canal de televisão aberta, a revista enfocou as outras mídias que dão acesso ao evento. Como se fosse um boletim das Olimpíadas, Época em sua edição especial mostrou a infra-estrutura dos estádios e um resumo histórico de copas passadas. Informativa? Em todos os sentidos.
A concorrente
A poderosa Veja não mostrou todas a suas garras nas últimas semanas. Fez um apanhado superficial, tratou em cada edição de temas relevantes, óbvios. Fez uma análise semanalmente de temas periféricos e curiosidades como a idade dos jogadores das principais seleções. Mostrou a vida pré-Copa, a preparação, e treinos.
Dentre os assuntos em alta, a preocupação do técnico Carlos Alberto Parreira. Pegar um time que acabou de sair do calendário europeu carregado de jogos e entrar de cabeça na Copa, não é fácil. Os titulares da Seleção Brasileira estão cansados e a edição de 10 de maio explicou a avaliação que a delegação esta fazendo para preparar seus jogadores.
Falar em Copa do Mundo e não mostrar o turismo e o montante financeiro que um país gasta para sediar uma importante competição seria pecar contra o leitor. A Veja em suas breves matérias não deixou o importante de lado. Além do básico, informou aos seus leitores a revolução que a Copa faz na economia do país. Foi pouco? Mas a festa está apenas começando. |