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Final em clima de festa
 

Nesta última edição deste semestre, o sentimento da equipe do Canal é de comemoração. Somado ao clima de Copa que contagia a quase todos os brasileiros, os alunos têm mais dois motivos para festejarem: a finalização da última edição e as merecidas férias de inverno. Acredito que essa sensação de dever cumprido é oportuna neste momento, especialmente por ter acompanhado o crescimento desta equipe ao longo desses últimos meses.

Tratando especificamente do último tema que irei analisar nessa coluna, Grandes reportagens, tenho mais ressalvas positivas do que negativas para registrar. Apreciei os títulos dos artigos. Destaco as matérias “Suicídio aplaudido”, “A morte em seis vidas” e “Viver para sentir”. Considero também criativa a iniciativa de alguns articulistas em iniciarem suas matérias com frases-chave das reportagens. De modo geral, os artigos prezaram pela descrição num estilo mais literário, aproximando assim a linguagem da análise com a do objeto avaliado. A entrevista foi outro ponto forte dessa edição, pois tanto o tema quanto o entrevistado foram contundentes. Por fim, os elogios ficam para a seção “O que aconteceria se...”. O texto se destacou pela criatividade e pela sátira, pois infelizmente as CPI's no Brasil costumam acabar em pizza.

Já no campo dos deslizes, queria mencionar somente alguns. Na seção “Além dos fatos” senti a falta de um debate quanto às câmeras escondidas, tão utilizadas pelo jornalismo de denúncia da TV Globo. Acho que esta questão merece uma reflexão ética tanto quanto o uso do “off”. Por falar em “off”, senti a necessidade de um posicionamento mais claro no artigo “Revelar sem responsabilidade”. Já na matéria “Suicídio aplaudido”, achei o último parágrafo muito condenatório em relação a Globo. No caso da morte do Tim Lopes, por ser um crime ainda muito nebuloso, acredito que uma posição mais cautelosa seria mais pertinente. Por sua vez, o artigo “Diesel do jornalismo” deixa a entender que os leitores em geral não têm interesse nas grandes reportagens. Será mesmo? O problema não estaria nos grandes veículos que não acreditam na viabilidade econômica desse modelo de jornalismo? Ou até mesmo na falta de qualificação de um número significativo de jornalistas?

A coluna, a edição e o semestre ficam por aqui, mas o Canal volta em agosto, com ou sem o hexa. Até lá!