A Copa do Mundo certamente é um evento que agita a imprensa mundial. Milhares de jornalistas e veículos de comunicação entram numa disputa acirrada, onde a meta de todos é fazer a melhor cobertura do acontecimento. Entre essas mídias competidoras estão os sites esportivos, que possuem a vantagem de divulgar os fatos antes da mídia impressa. No Brasil, o portal Lancenet! , da revista LANCE! , é um destaque na área.
Lançado em outubro de 1997, o portal tem uma audiência diária de centenas de milhares de usuários e milhões de cadastrados. Tanta audiência quase que obriga o site a apresentar um trabalho de extrema qualidade, infalível - principalmente nessa época de mundial. Mas, o Lancenet! não deixa por menos.
Interativo e atualizado, o portal faz uma cobertura objetiva do evento futebolístico. Apresenta notícias, boas ou más, de todas as seleções. Coloca a disposição dos internautas dados curiosos sobre a história das Copas. Oferece links de entretenimento para quem acessa a página e abre oportunidades de interação com o seu espectador, que pode participar de fóruns, enquetes e promoções desenvolvidas por eles. Porém, em um ponto o Lancenet! deixa de cumprir com sua obrigação jornalística. Esse ponto chama-se “imparcialidade”.
O Lancenet! trata a seleção brasileira como a favorita. Na matéria “Berlim está em ritmo de samba”, publicada em 12/06, nota-se nitidamente o favoritismo brasileiro. Mais do que isso, a seleção é posta como inabalável na matéria “ Cafu diz que nada o abalará para a estréia na Copa”, também publicada em 12/06. Isso se soma a mais um outro fator.
O portal criou uma página especial para as noticias e dados do mundial, toda em verde e amarelo, bem estilo “Brasil”. No título está escrito “Copa 2006 – Alemanha”, e ao fundo do existem seis estrelas azuis que estão ao lado da figura da taça que será dada ao vencedor do torneio, ou seja, afirmam que a taça já é da Seleção Brasileira.
Fora esse erro, certamente o Lancenet! está mostrando que é uma seleção jornalística de qualidade. Uma seleção de profissionais que são fortes concorrentes a receberem aquele troféu, não o da Copa do Mundo de futebol, mas o da responsabilidade com os interesses da sociedade. |