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Eleições 2006: Marcola presidente

Thaísa Elis

O ser humano sempre precisou de alguém que lhe ajudasse com seus problemas, principalmente aqueles que envolviam questões sociais. Foi então que os sindicatos e associações surgiram para ajudar o cidadão com seus direitos e deveres. Com a chegada da pós-modernidade, a sociedade buscou se organizar e se adequar à velocidade da informação. No mundo do crime não poderia ser diferente.

Analisando melhor a sociedade e comparando com a organização do crime, pode-se constatar que o crime e seus líderes estão mais organizados e cientes de seus direitos. Para combater a opressão dentro do sistema prisional e vingar a morte de presos no massacre do Carandiru, os criminosos criaram o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O PCC é uma espécie de sindicato criminoso com governantes mais eficientes do que aqueles que representam o cidadão de bem. De acordo com informações do site wikipedia.org, o grupo iniciou-se durante uma partida de futebol quando alguns detentos brigaram e, como forma de escapar da punição resolveram iniciar um pacto de confiança.

Comandado por Marcos Williams Herbas Camacho, o “Marcola”, a facção tem apresentado suas principais metas que é organizar rebeliões e desmoralizar o governo. E estão conseguindo cumprir tais objetivos com os ataques efetivados em São Paulo , com total “rendição” dos governos federal e estadual que não têm feito nada para resolver o problema.

A audácia dos criminosos é tanta, que assim como um bom sindicato ou associação tem seu estatuto, o PCC também não poderia ser diferente. O Partido dos Criminosos como também é conhecido, criou seu estatuto, o qual deve ser rigorosamente cumprido.

Ainda de acordo com o wikipedia.org, “para conseguir dinheiro para financiar o grupo, os membros do PCC exigem que os ‘irmãos' (os sócios) paguem uma taxa mensal de cinqüenta reais, se estiverem detidos, e de quinhetos reais, se estiverem em liberdade. O dinheiro é usado para comprar armas e drogas, além de financiar ações de resgate de presos ligados ao grupo”.

Além da “irmandade” perigosa, o “estatuto” prevê punição para aqueles que descumprem as ordens e recebe a pena de morte por deslealdade à facção. Entre os artigos estão o respeito e a solidariedade ao partido, luta pela liberdade, não admitir inveja, calúnia ou mentira, entre outras normas.

Pode até ser que o estatuto do PCC seja algo inaceitável pela sociedade, no entanto, há de se reconhecer que Marcola tem sido um presidente mais eficiente do que o ocupa a cadeira do Planalto. A menos que ele “lute”, literalmente por seu partido e seus filiados exigindo seus direitos e beneficiando aqueles que confiam nele, mesmo que para isso milhares de inocentes tenham que ser mortos. E enquanto o número de vítimas cresce a cada ataque, o presidente candidato acha que o problema não é seu, o tucano finge de desentendido e Marcola aproveita para obter o domínio da situação.