31 de agosto de 2006, o Primeiro comando da Capital (PCC) fará 13 anos de existência. Que presente receberam? Um possível banho de sol? Ou mais vidas em troca de seus caprichos? A facção iniciou sua história durante uma partida de futebol, quando alguns detentos brigaram - matando pessoas - e para não serem repreendidos criaram um pacto de confiança.
O grupo residia no anexo da Casa de Custódia de Taubaté, conhecida como “Piranhão”. Era composto por oito detentos: "Misa" Misael Aparecido da Silva; "Eduardo Cara Gordo” Wander Eduardo Ferreira; "Paixão” António Carlos Roberto da Paixão; "Isaías Esquisito" Isaias Moreira do Nascimento; "Dafé" Ademar dos Santos; “Bicho Feio" António Carlos dos Santos; "Cesinha” César Augusto Roris da Silva e “Geleião" José Márcio Felício.
O PCC, já foi conhecido como Partido do Crime, suas ideais era combater a opressão no sistema penitencial e vingar a morte dos cento e onze presos no massacre do Carandiru. Em fevereiro de 2001, o PCC foi comandado pelo “Sombra”, Idemir Carlos Ambrósio, que depois de cinco meses foi morto por membros da facção. O comando passou para “Geleião” e “Cesinha” que estiveram responsaveis pela aliança do grupo com o Comando Vermelho.
Considerados radicais, em 2002, “Geleião” e “Cesinha” foram expulsos da liderança por sempre proporcionar atentados as autoridades do sistema penitencial. E quem assumiu o cargo foi Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”.
Na história do Brasil, nunca se viu uma rebelião na qual presos organizaram por meio de telefones celulares, rebeliões na capital e interior do Estado. Depois de anos sem nada igual acontentecer, sexta-feira, 12 de maio, 40 bilhões de habitantes do estado de São Paulo tiveram suas vidas abaladas. Durante uma série de ataques que mataram, em nove dias, cerca de 166 policiais e civis em 73 presídios e 299 atentados.
Tudo aconteceu porque no dia 10 de maio isolaram 765 integrantes da facção no presídio de Presidênte Venceslau, para impedir uma rebelião no dia das mães. Mas o PCC soube dos planos da polícia e praparou o ataque. Um funcionário confirnou ter vendido por 200 reias os depoimentos secretos prestados no dia 9, por delegados a uma CPI em Brasília.
Dias e noites a capital paulistana tranformou-se em cidade fantasma. Ônibus, metrôs, departamentos da polícia, penitenciárias, ruas e casas, nada era seguro, nada era confiável.
Governantes em conflitos internos - de partidos - demorava para solucionar a paz que todos desejavam. Advogados, ex-secretários, policiais, contadores entre outros que estão por baixo dos panos, foram encontrados e presos. O jornal O Estado de S. Paulo entre outros veículos, tiveram um papel importante ao relatar ao público, a corrupção que assolam o povo brasileiro. Pessoas gananciosas, que matam, roubam e se vendem.
O Estadão abordou a crise de forma sensata. Fez críticas ao governo, como outros veículos, entrevistou autoridades em busca de respostas, e proporcionou esclarecer a todos os detalhes da crise. Os atentados desde então continuou, uma vez por outra amedrontaram a população. Esse foi o maior atentado de todos os tempos, um “11 de setembro” brasileiro.
Não vamos dizer que não existiu “carta fora do baralho”, porque isso qualquer gorverno brasileiro tenta esconder, mas logo a carta cai. A população tem que acordar, mostrar quem manda no País, são eles e não os bandidos. |