A sigla PCC pode denotar vários significados, tais como: Partido Comunista Cubano, Ponto Crítico de Controle e outros. Porém todos sabem que no Brasil esta sigla traz medo e desespero a população não somente na capital paulista, como também no interior do Estado. Criada em 1993 - com o suposto objetivo de defender os direitos dos cidadãos encarcerados do Brasil -, a facção criminosa conseguiu arregimentar fileiras cada vez maiores de ladrões e traficantes em liberdade.
Se para os governantes do País a economia vai de mal a pior, para o “empresário” Marcola ela só tende a melhorar, pois além de garantir proteção a seus simpatizantes, financia a ação de quadrilhas, produzindo um capital de giro estratégico.
Enquanto isto a população atônita acompanha a concretização do que imaginava não passar de ficção e indignada pelo pouco caso das - que se dizem - autoridades, entra em estado de total desespero.
O jornal Folha de S. Paulo, que tem o compromisso de praticar um jornalismo crítico em relação aos governos, no seu caderno Cotidiano registra de forma séria e investigativa tudo o que ocorreu e continua ocorrendo com relação ao ataques do PCC em São Paulo.
“Minoria branca”
Desde o inicio dos ataques, em maio deste ano, o jornal apurou fatos e entrevistou responsáveis do governo, como por exemplo, Cláudio Lembo, atual governador do estado. Este afirmou que o problema de violência no estado só será resolvido quando a "minoria branca" mudar sua mentalidade.
"Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa", afirmou. "A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações."
Com esta fala parece até que o governador está fazendo uma campanha política para reeleição.
Outra entrevista importante foi a do Secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, publicada em 17 de julho. De acordo com a entrevista, o jornalista da Folha não se intimidou e fez perguntas claras e objetivas ao secretário, questionando quanto à responsabilidade do governo federal diante da crise no estado de São Paulo. Liso, Corrêa culpou o governo estadual. Mesmo assim o jornalista insistiu e perguntou, novamente, se não caberia ao governo federal prevenir a articulação dessa força criminosa.
Vale ressaltar que as fotos de capa da Folha, batem de dez a zero em suas concorrentes, mostrando que o jornal tem uma cobertura de imprensa em tempo real.
Em se tratando de sensacionalismo acredita-se que toda mídia, impressa ou não se utiliza do sensacionalismo para atingir a massa, e com a Folha não é diferente. Vê-se tanto em fotos quanto nas matérias um sensacionalismo “sutil” que somente a Folha com a experiência que tem poderia publicar, e a sociedade que não tem senso de crítica, acaba não percebendo.
Realmente o Brasil precisa mudar muito. É lamentável que notícias como esta sejam publicadas em um caderno intitulado Cotidiano. O bom mesmo seria se o governo governasse, a polícia funcionasse para que então essas notícias fossem publicadas em um novo caderno: O Esporádico. |