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RBS domina jornalismo catarinense

A Rede Brasil Sul (RBS) anunciou no dia 24 de agosto a compra do diário A Notícia, de Joinville. A empresa, que já tinha o monopólio das comunicações no Rio Grande do Sul, conquista também o estado de Santa Carina e se prepara para chegar a São Paulo, dando prosseguimento ao seu programa de expansão. A RBS já conta com oito diários, 26 emissoras de TV aberta, 26 emissoras de rádio, dois portais de internet, entre outras ramificações. A expansão e o monopólio da RBS preocupam porque restringem a pluralidade de opinião, impondo a famigerada ditadura do pensamento único. A Federação Nacional dos Jornalistas Fenaj já divulgou uma nota de repúdio à compra do A Notícia pela RBS.

 

Jornal mineiro é vítima da censura

O jornal mineiro Hoje, de São Sebastião do Paraíso, está sendo vítima de censura conforme denuncia o Sindicato dos Jornalistas. No dia 30 de agosto, a redação foi invadida por agentes da Polícia Federal que recolheram equipamentos e material. Além da redação, os agentes entraram também na gráfica Verdade, em Ribeirão Preto (SP), onde o jornal é impresso. A jornalista Joseti Alves, diretora do veículo, informou que o Hoje vem sofrendo repressão do Ministério Público. O motivo seria a veiculação de reportagens nas quais o jornal tem denunciado irregularidades na utilização do dinheiro público envolvendo o deputado federal Carlos Melles (ex-ministro do Turismo).

 

Repórter ameaçada por série de reportagens

O jornal carioca O Dia comunicou no dia 15 de agosto à Secretaria de Segurança que a repórter Maria Mazzei vem recebendo ligações anônimas com ameaças de morte a ela e a sua família. As ameaças estão relacionadas com a série de reportagens “A Máfia dos Corpos”, na qual a repórter denuncia irregularidades cometidas por funcionários do Instituto Médico Legal. A principal fraude era a venda de cadáveres, juntamente com o atestado de morte a fim de receber seguros. Após o comunicado de O Dia, foi providenciada a mudança de Maria Mazzei e sua família para um local seguro e escoltado. O secretário de Segurança do Rio, delegado Roberto Precioso, anunciou que a polícia irá apurar as denúncias e descobrir os envolvidos.

 

Cobertura da guerra do Iraque deve ser monitorada

O governo norte-americano abriu licitações para contratar uma empresa de relações públicas para monitorar a publicação nos Estados Unidos de notícias relacionadas com a guerra do Iraque. O contrato prevê que a empresa vencedora analise os principais veículos de comunicação do país e classifique as notícias relacionadas com o conflito como positivas, neutras ou negativas. O secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, já havia demonstrado preocupação com a cobertura excessivamente negativa da mídia. Rumsfeld alega que a mídia tem sido utilizada pelos terroristas para expor as derrotas norte-americanas e jogar a opinião pública contra o governo.