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Brilhantismo presidencial

Angélica Maffi

A busca pelo poder mais uma vez lança ameaça sobre o Brasil. Deve ser por isso que o “Poder” fora dividido em três: Executivo, Legislativo e Judiciário. Cada um desenvolvendo sua função. Cada um com seu estandarte de reforma. Cada um expondo sua idéia como a melhor. No entanto, a função de todos é de apoiar, debater e apresentar propostas para a ordem nacional.

Dentre os três poderes que regem uma nação organizada como o Brasil (deixemos de lado a organização criminosa), está o poder Legislativo. Composto por políticos e profissionais eleitos de modo democrático, esse poder garante que o regimento do país não seja dado por um líder autoritário. Pelo contrário, seus integrantes estão lá para sugerir propostas cabíveis de governo.

Os legisladores podem ser eleitos de duas formas diferentes: a tradicional (pluralista), que elege pelo maior número de votos, e pelo sistema proporcional, no qual os eleitores votam nas legendas e dentro desses partidos os representantes são escolhidos dependendo do percentual de votos.

Porém!

A mídia reconhece que mesmo os candidatos ao poder Legislativo precisam de seu espaço. A frase célebre diz: “a propaganda é a alma do negócio”. Porém não é isso que se verifica nas campanhas para as eleições de 2006. Este fenômeno ocorre, de certo, pela proporção dada ao brilhantismo presidencial. Os candidatos ao cargo máximo são dotados de uma aura ofuscante, deixando de lado, como meros assistentes, os deputados e senadores.

Já fora constatado pelo jornal O Estado de S. Paulo , pelo jornal Folha de S. Paulo , pela revista Veja , pelo telejornal da Rede Globo e por incontáveis outros veículos, que a corrupção atingiu o “partido-mor” do Brasil. Mas o presidente (líder do partido) não sabe de nada!

Dentro do ranking internacional de países mais corruptos, o Brasil se encontra em destaque. Pela ONU , superou todos os países da América Latina e, entre 146 países da lista, conquistou o 29º lugar (quem dera nenhuma multinacional soubesse disso!).

Ao verificar esse tipo de estatística, o cidadão lamenta as propostas apresentadas pelos candidatos a presidência. Mas, ironicamente falando, o que fariam eles para atrair votos, se não o monopólio do espaço em rede nacional? O presidente na telinha é sucesso garantido!

Infelizmente. Dentro das possibilidades de um escândalo, quem traria mais pontos na audiência? Uma cassação do deputado federal eleito por nordestinos ou um impeachment, que destituiria o carismático Luiz Inácio Lula da Silva do cargo de presidente?

O país das belas paisagens, “onde tudo o que se planta cresce...” dizia o gaúcho, se vê enredado pelo manto da corrupção e descaso político. As evidências mais claras do caos podem ser percebidas na mídia e na cobertura que ela tem dado aos candidatos políticos. Verifica-se, em pleno horário nobre, um blábláblá em promessas. Os dotados de bom senso apelam: não sejais ignorantes quanto ao seu voto! Só há uma solução para esse fato e é o leitor quem deve decidir!