O tema eleições é um assunto de bastante relevância para a mídia que ocupa sempre o maior espaço nos meios de comunicação. A revista Época, detentora de um público classe AB, não poderia deixar de fazer a cobertura das eleições destacando aquilo que julga pertinente no contexto atual. Em época de eleições a revista “global” destaca apenas os quatro candidatos à presidência com maior destaque nacional.
De acordo com a assessoria de marketing da revista, a Época propõe-se ser informativa e isenta, apresentando os fatos sem a pretensão de manipulá-los a fim de permitir que o leitor julgue e interprete o acontecimento como quiser. Opiniões são enfocadas em entrevistas, colunas e artigos assinados. Na edição de julho deste ano, na página 26, a revista publicou sobre as eleições que “A sorte está lançada. Os atores são bastante conhecidos e o enredo é suficientemente complexo para exigir o segundo turno”. E acertou.
Ao ler Época o leitor encontra uma cobertura das eleições com uma linguagem simples e clara. Numa breve análise, percebe-se que o posicionamento editorial é informativo e neutro. A revista dedica a mesma atenção aos quatro candidatos mais cotados à presidência. A cobertura é realizada com base nos resultados das pesquisas e em fatos que colaboram para o entendimento do leitor.
Na edição de número 428 a revista publicou o seguinte: “A última pesquisa do Ibope mostrou que o presidente Lula, candidato do PT, perdeu quatro pontos porcentuais, caindo para 44% da preferência popular em relação ao levantamento anterior. Seu adversário do PSBD, Geraldo Alckiman, fez a rota contraria: ganhou 8 pontos porcentuais, subindo para 27% do eleitorado. E, confirmando seu avanço nas pesquisas anteriores, houve ganho de popularidade da candidata do PSOL, Heloísa Helena. A senadora subiu 2 pontos porcentuais, sendo a preferida de 8% dos eleitores”.
Diferentemente dos grandes jornais, que dedicam várias matérias exclusivas ao candidato de sua preferência, Época publicou matérias amplas nas quais os candidatos são abordados com a mesma imparcialidade. Com esse jornalismo a revista espera que a população saiba escolher aqueles que “junto com o povo brasileiro” governará o Brasil. |