Os meios de comunicação, como o próprio nome já diz, existem essencialmente para comunicar. Tem sido essa a maior preocupação das mídias televisivas? O assunto é relevante. Mas quais os reais interesses da população ao se colocar em frente a uma TV? Assistir como passatempo ou para se informar? O público está acostumado a ver televisão apenas como passa tempo. Um relaxante após um dia de trabalho sem dá o real valor à informação.
Com o objetivo de apenas ter audiência, muitas emissoras se detêm em colocar no “horário de pico” as programações que agradam aos olhos e não o que deveria importar para mudar o quadro caótico em que o nosso Brasil se encontra. Ao agir assim, não se cumpre a função social da comunicação que tem também como alvo, formar cidadãos que pensem e sejam críticos, não se conformando apenas com o que se vê.
Em véspera de eleições, nem todos os canais dão a ênfase que esse assunto merece. O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) é um exemplo. Apesar do jornalismo não ser o forte da emissora, nem por isso um assunto tão decisivo na história do nosso País deve ser informado de maneira tão simples.
O Jornal do SBT , apresentado por Carlos Nascimento, edição noturna, informou de maneira imparcial os fatos eleitorais exercendo assim um jornalismo sério e de qualidade, o que é louvável. Mas por que não foi dada a mesma ênfase ao assunto no SBT Brasil , apresentado por Ana Paula Padrão? Se o horário é mais viável à população, não existe justificativa?
Poucos são os que ficam acordados até a 0h para assistir um jornal e se informar de eleições. A importância desse momento passa despercebida em um horário tão assistido e, dessa maneira, não se alcança o objetivo que deveria ser um dos principais nos meios: comunicar para educar o povo ao exercício correto da democracia.
O SBT não cumpre sua função ao tratar o assunto eleições como outro qualquer. Poderia ter dado mais ênfase a esse tema do qual depende o futuro do Brasil, questão essa que não é brincadeira.
O poder da mídia televisiva sobre a massa é imenso. Sua influência é avassaladora em contraste aos demais meios. Por isso tem o dever de informar com mais qualidade e enfatizar assuntos relevantes como esse.
A democracia é um bem que ainda possuímos. Até quando ela vai durar depende exclusivamente daqueles que estão no poder. Nas eleições de primeiro de outubro, ao exercer essa democracia, a população teve a oportunidade de escolher alguém para preservá-la ou destruir o pouco que ainda nos resta.
Menos programas banais e mais informação e cobertura precisa das eleições já seria um bom começo para o progresso ético e político da sociedade. Somente dessa maneira existirá um diferencial entre em que se deve investir e o que dispensar.
O tempo é uma preciosidade que não pode ser comprada, portanto a cultura de massa midiática deve incentivar o público a investir mais tempo em conhecimento palpável e não em shows e programas que não acrescentam valores importantes para a vivência e o crescimento intelectual.
Ao público cabe não apenas se contentar em assistir o que é apresentado no “horário nobre”, mas ir um pouco além para obter informações mais profundas e apuradas em questões relevantes como as eleições. Delas depende o futuro de toda a nação brasileira, no qual cada cidadão está incluído. |