(Vinheta do Jornal Nacional) “..... taam, tanananam, tanananananam”.
(começa a escalada com as principais notícias do dia)
Bonner – Boa noite.
Fátima – Reservas brasileiras atingem 81,44 bilhões de dólares, a maior da história.
Bonner – Norte e nordeste aumentam participação no PIB nacional.
Fátima – Aumentou o número de Estados com renda per capita acima da média nacional.
Bonner – Em Brasília, movimentos definem estratégias de participação política.
Fátima – Cinema no Brasil cresce 10 vezes mais que nos últimos 4 anos.
Bonner – O São Paulo é campeão brasileiro de 2006.
(... e o telejornal mais assistido do Brasil começa).
Os alunos de diversas universidades do Brasil discutem o grande abuso. Estudantes de Direito e Jornalismo não agüentam mais e, tendo como mentores professores sérios e apaixonados pela profissão, confabulam uma verdadeira revolta.
Como vimos, o ano é 2006. O conteúdo da programação da Rede Globo de Televisão – maior centro de formação de opinião do País – ou é informação pura e simplesmente enaltecendo o governo ou continua no verdadeiro “pão e circo”, “emburrecendo” a população e deixando-a cada vez mais apática e em ordem. Afinal, as palavras estampadas em nossa maravilhosa bandeira já esclarecem: “ordem” (para nós, povão) “progresso” (para mim, ladrão).
A situação chega ao extremo quando, anos antes, o governo Lula, em 2003, compra a Rede Globo, que passa a ser um canal público. Inteligente, o executivo permanece com a programação normal e também a administração da Rede Principal, para “evitar revoltas”. As novelas permanecem. Os “Faustões”, “Caldeirões”, seriados, também ficam no ar.
O governo conseguiu o feito por meio, é claro, de medida provisória, que todos os advogados e juizes sabem: é inconstitucional. Mas o provisório se tornou permanente e a força PT cresce.
O que muda é o novo diretor de jornalismo. O povão nem percebe a mudança na administração. A sutileza na informação convence todos de sua opinião. Agora, com o povo na mão, estudantes tentam a única solução. Revolução. O slogan da campanha estudantil, muito organizada: “PT zinho. Brasil ZÃO”.
Hoje, depois de reeleito o presidente, o povo ainda está confuso, mas sabe que alguma coisa está errada. Enquanto a revolução não chega, vão dormir com a voz famosa de um funcionário público:
Bonner: Boa noite.
(termina mais um Jornal Nacional) |