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Para o bem do cidadão brasileiro

Kimberly Santana

A classificação etária na televisão é uma grande vantagem não só para o cidadão brasileiro, como também para qualquer população que a tenha. Por meio dela, as pessoas podem decidir se vão assistir ou não aos programas na televisão e, no caso dos menores, os pais ou responsáveis podem controlar certas programações para os filhos.

A classificação etária não se trata de querer educar a população, mas sim, instruí-la, ajudá-la. Colocar classificações de idade e de “Especialmente Recomendado” nas programações não significa obrigar o telespectador a assistir ou não a determinados programas, mas sim informá-lo se o programa vai atingi-lo de alguma forma negativa ou positiva. Esse tipo de aviso é simplesmente para o próprio bem dos que fazem uso da televisão.

Apesar desses avisos já estarem sendo utilizados na televisão, muitas vezes eles não ficam o tempo necessário para que o telespectador possa definir se o programa que irá passar está dentro dos seus padrões de programas pessoais. As emissoras deveriam deixar mais tempo para que as pessoas possam concluir melhor se vão assistir as programações. Isso não é apenas uma vantagem para o cidadão, mas também para toda a população que dispõe desse serviço concedido pelo governo.

Se hoje esse serviço, que ainda está em fase inicial no País, já está funcionando, com o passar dos anos irá se aperfeiçoar. O governo tende a investir mais nesse aspecto por meio de programas de aprimoramento do procedimento de classificação etária dos conteúdos de TV, espetáculos públicos, jogos eletrônicos e RPG. Para isso, a Secretaria Nacional de Justiça criou um comitê que terá o papel de repensar os critérios a partir dos quais se pratica a política de classificação etária da produção cultural.

Para esse aperfeiçoamento, a Secretaria Nacional de Justiça já mantém entendimentos com diferentes segmentos da sociedade civil e com órgãos do Governo Federal. De acordo com o secretario nacional de Justiça Antônio de Freitas, “a sociedade vai ganhar segurança de que a classificação etária foi precedida de ampla reflexão de atores sociais, políticos, religiosos e culturais, responsáveis e legitimados a falar pelos seus setores”.

Além do mais, a sociedade tem oportunidade de dar a sua opinião quanto as regras de  classificação de obras audiovisuais no cinema, vídeos e DVD's  enviando e-mails para o governo.

As classificações etárias não são válidas somente para televisão. Nos cinemas, menores só podem assistir filmes que não são recomendados para sua faixa etária se estiverem acompanhados de algum adulto ou responsável, mas o governo será mais rígido com os cinemas na hora de permitir a entrada de menores. Mas não pára por ai. O governo também quer instituir classificação em sites na internet, para que os adultos ou responsáveis possam ter um controle de acesso dos menos a certos conteúdos. Os sites serão avaliados por comentários.

Como já foi dito, o governo está refletindo mais sobre os métodos de classificação etária para que a população ganhe mais segurança na hora de assistir aos programas. Algumas reuniões ainda precisam ser feitas e decisões precisam ser tomadas para que a população brasileira, nação em desenvolvimento, possa crescer de modo mais saudável.