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Presidente da Radiobras coloca o cargo à disposição

O jornalista Eugênio Bucci, atual presidente da Radiobrs, colocou o cargo à disposição. “Terminado o governo, considero meu compromisso cumprido”, afirmou Bucci. A Radiobras é a agência estatal de notícias, que tem como programa mais conhecido A Voz do Brasil. Surgida na época da ditadura, a estatal sempre carregou o estigma de ser porta-voz do governo, ou, no popular, “chapa-branca”. Muitos setores do PT estariam insatisfeitos com a liberdade editorial que a Radiobrás ganhou na gestão de Bucci, o que teria influenciado sua decisão. Entretanto, o próprio jornalista nega essa versão, afirmando que “gostaria de saber quem está insatisfeito com o trabalho da Radiobrás”.

 

Tecnologias de comunicação têm pouca penetração no País

Quase 70% da população jamais acessou a internet, e mais da metade nunca tocou em um computador. Esses dados foram obtidos na segunda edição da Pesquisa sobre Uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil, encomendada pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil e realizada nos meses de julho e agosto. Foram pesquisados 10.510 domicílios, dos quais apenas 20% têm computador. Destes, apenas 14% têm acesso à Internet e somente metade deles tem banda larga. Esses dados mostram como a internet, importante ferramenta de inclusão e emancipação social, ainda está pouco acessível à população. Já a televisão, segundo a mesma pesquisa, alcança 97% dos lares, o rádio, quase 90%, e o celular já está presente em 68% desses domicílios. As informações completas podem ser obtidas no site www.nic.br.

 

Estudantes de Comunicação boicotam Enade

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que foi realizado em 12 de novembro, sofreu boicote por parte da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos). Integrantes da Enecos estiveram nos locais de prova e estimularam alunos de todos os cursos a assinarem a prova e entregarem em branco como forma de protesto. Segundo a coordenadora de comunicação da Enecos Júlia Chequer, “[o Enade] é uma avaliação forçada pelo mercado, que estabelece um ranking entre as universidades. Há instituições que promovem cursinhos especiais voltados para a prova, para conseguir uma boa colocação e usar isto como propaganda”. O coordenador-geral do Enade, Amir Limana, afirma que as reivindicações da Enecos são irrealistas e que os custos seriam altíssimos para uma avaliação mais intensa. “ É um exame em larga escala. Não temos condições de fazer em larga escala, todos os anos, o tempo todo. Nem os países mais ricos do mundo têm condições de fazer”, completa Limana.