Todo fato gera um novo na vida de quem o descobre. Cada ação, decisão ou mesmo decepção muda ou acrescenta algo na vida de uma pessoa. O que se aprende num curso superior é mais do que uma formação profissional perene para a vida, é o reflexo de valores e condutas inerentes à cada pessoa, mas que aumenta um artigo a mais na enciclopédia da vida de cada formando. Entretanto, a cada novo conhecimento, uma página em branco é acrescentada às enciclopédias itinerantes dessa biblioteca universal, que é o mundo.
Eu sempre quis saber um pouco de todas as esferas do conhecimento, mas o que eu iria fazer com isso? Eu sempre me imaginava pesquisando, descobrindo, criando, aplicando e usando tudo o que eu pudesse ver ou tocar, mas como fazer todas essas coisas ao mesmo tempo? Eu sempre quis me relacionar com todas as ciências, mas como tornaria isso útil às pessoas? Jornalismo. Essa foi a única resposta plausível para me tornar um conhecedor de um pouco de tudo, especializado em quase nada. Mas eu percebi como isso poderia ajudar as pessoas e estou preparado para isso. Não há vanglória em dizer isso, haja vista a colocação do Centro Universitário Adventista de São Paulo, (Unasp) em segundo lugar dentre as melhores instituições de ensino privado do Estado de São Paulo, segundo o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, (Enade) e que é a mesma que me titula o bacharelado em Jornalismo.
Saber o que fazer com o que se aprende numa universidade é algo muito importante para ser desperdiçado. Por isso, o conhecimento sem a responsabilidade de seu uso é o que gera tantos problemas como os que se vê hoje.
Foram quatro anos, 16 temporadas e muitas folhas adquiridas. Ninguém nunca é o mesmo após conhecer uma verdade. E nas universidades conhecemos várias, ora válidas, ora sofismadas ou apaixonadas. Depois da leitura de um livro, por exemplo, novos horizontes abrem-se diante de si. Adentrar nessas realidades é escolher o que fazer com as páginas em branco que recebemos. Durante, os quatro anos, recebemos, ou não, no caso de alguns, as páginas nas quais nossa história será escrita e outrora lida por outros. Por isso, cada um deve se perguntar quantas páginas a sua vida deve ter, e que diferença será acrescentada em outras enciclopédias.
Nesse caso, é provável que um jornalista seja privilegiado. Porque para escrever a própria história, nada mais “prático” do que saber a “teoria” para transformar a sua vida numa manchete. Ironias à parte, é importante lembrar àqueles que buscam a primeira página, que essa “glória do jornalista” termina quando começa a do peixe ao ser embalado cuidadosamente para servir à uma família como refeição.
A conclusão é: o fim último das coisas é o mesmo, servir, seja como alimento intelectual ou físico. Porém, coube a cada um, durante os quatro anos, decidir o que se tornaria. É um argumento bem otimista, já que todos, peixes ou jornalistas, têm uma função. A diferença de cada um deles vai ser a sua importância para a biblioteca mundial. Durante os anos de estudos, cada um foi acumulando suas páginas e agora é tempo de usá-las.
Por fim, esse é só o prefácio da minha enciclopédia. As páginas em branco começam a ser preenchidas depois da formatura.
Nome: Rômulo Gomes da Silva
Nascimento: 17/01/1985
Experiência profissional:
Rômulo foi chefe de reportagem e articulista da revista eletrônica Canal da Imprensa . Foi redator da rádio CBN em Mogi Mirim e de periódicos da região. Produziu cerca de 140 reportagens para TV veiculadas no Unasp, no canal aberto Novo Tempo e na TPA (Televisão Popular de Angola); 5 documentários, sendo três pilotos e dois transmitidos no canal Novo Tempo e 4 programas diversificados para televisão, um telejornal (também transmitido no mesmo canal). Duas revistas eletrônicas, um programa de debate para público feminino e um programa de crítica de mídia. Atuou como produtor de telejornalismo do Unasp no Núcleo de Comunicação em 2004 e 2005. Desde março de 2006, trabalha como editor do ABJ MediaCenter, canal de mídia digital para a internet da Agência Brasileira de Jornalismo e também produtor do primeiro telejornal para iPod em língua portuguesa do mundo. |