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105 assassinatos de jornalistas em 2006

Segundo relatório da Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla inglesa), em 2006 foram registrados 105 homicídios de jornalistas em todo o mundo. Há mais de dez anos contabilizando esses dados, a WAN coloca esse ano como sendo o mais mortal de todos já analisados. Com 44 mortes, o Iraque lidera o ranking. Já o Brasil é lembrado pelo espancamento até a morte do jornalista de 73 anos, Ajuricaba Monassa de Paula, em julho, na cidade de Guapimirim – RJ. Ainda falando sobre o Brasil, o relatório expõe o tratamento dado a três jornalistas de Veja em depoimento a Polícia Federal e a quebra do sigilo telefônico da sucursal em Brasília da Folha de São Paulo.

 

Estudante de jornalismo é referência para executivos de TV

Com 21 anos, o estudante de jornalismo Brian Stelter é a grande fonte de informação dos executivos de TV nos EUA. Publicando notas sobre a indústria televisiva norte-americana, links para artigos relevantes, índices de audiência de programas e furos com base em fontes anônimas, o blog de Brian, o TV Newser, já registrou tráfego recorde de 1,2 milhão de visitas. O sucesso do garoto é tanto que em abril ele foi convidado para o concorrido jantar concedido a jornalistas na Casa Branca como convidado da agência de notícias MSNBC. A formatura de Stelter será em 2007 e propostas de emprego não faltam, já que é tido como amigo dos grandes executivos de TV.

 

Lançamento do Fórum da TV Digital contradiz inclusão digital

Em 23 de novembro foi lançado o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), em São Paulo. São treze membros: quatro representantes dos radiodifusores, quatro da indústria de receptores, dois da indústria de transmissores, dois representam as instituições de pesquisa e uma vaga fica para as empresas de software. Com pouca participação das instituições universitárias e nenhum representante da sociedade civil, o Fórum reafirma a política do Ministro das Comunicações, Hélio Costa, de deixar de lado questões como a inclusão social e digital e a democratização do acesso à informação.

 

Jornal amazonense é fechado e todos seus funcionários despedidos

Avisados pelo porteiro do prédio na segunda-feira (28/11), 42 membros da redação do Correio Amazonense descobriram que o jornal havia fechado e que todos estavam demitidos. Os funcionários do periódico só puderam entrar na redação do jornal para pegar seus pertences acompanhados por seguranças armados da empresa, garantia de que não levariam nada a mais. Fortes indícios relacionavam o ex-governador do estado e candidato derrotado ao cargo nestas últimas eleições, Amazonino Mendes, como sendo o proprietário do jornal. O ex-governador havia criado o jornal para conseguir apoio na mídia para a sua candidatura. Como foi derrotado e o custo para manter o jornal era alto, Amazonino decidiu encerrar as atividades do veículo.