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Imparcialidade em foco |
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| Miguelli Simioni e Kimberly Santana |
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Ao contrário do que o filme nos leva a pensar, o japonês Kazuo Miyamoto é inocente. Quem revela sua inocência é Ishmael Chambers, o repórter da cidade. Após uma série de investigações, ele descobre que a morte do pescador Carl Heine Jr. foi causada por um acidente. Chambers nutre uma grande paixão por Hatsue Miyamoto, esposa de Kazuo. Mesmo assim não permite que esse sentimento interfira na decisão de expôr suas descobertas. Combate ao preconceito Outro ponto abordado pelo filme foi o preconceito do povo americano em relação aos japoneses durante a II Guerra Mundial. Esse preconceito permaneceu na sociedade norte-americana muitos anos após a guerra. O tratamento que era dado aos japoneses pela comunidade americana é demonstrado de diversas formas no filme. A população americana não aceitava a relação entre um japonês e um “homem branco”. Também não permitia que os japoneses fossem donos de terras ou plantações nos Estados Unidos. Tanto era o preconceito que muitos americanos se voltavam contra qualquer jornal que possuísse uma posição imparcial em relação aos japoneses durante a guerra. Isso prejudicava a apuração correta dos fatos, o senso de justiça e a imparcialidade do veículo de comunicação. Assim como no filme, muitos meios de comunicação recebem mensalmente em suas redações algum tipo de ameaça ou pressão contra o jornalismo justo e imparcial. Mesmo assim alguns continuam trazendo à tona a verdade sobre os fatos. O filme enfoca o papel do jornalismo investigativo seguido pela importância da imparcialidade em uma investigação. Isso nem sempre ocorre. Muitos jornalistas permitem que suas emoções - ou até mesmo a falta de tempo - os impeçam de registrar os acontecimentos de maneira correta. Devido a isso muitas pessoas inocentes são prejudicadas. E a credibilidade do jornalismo fica a desejar. Ficha Técnica |
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