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O ano apenas começou

 

A edição anterior do Canal foi atípica. Publicamos apenas resenhas. Foi oportuno, já que trata dos filmes sobre imprensa. Foi cômodo, porque é o primeiro número do ano e, como tal, sempre apresenta mais dificuldades para sair devido à volta dos articulistas do período de férias. Entendendo dificuldades como essa de uma revista-laboratório, é compreensível não termos pautado outros temas tão “quentes” quanto a entrega do Oscar, porém mais relevantes socialmente: como aquecimento global ou violência urbana. Alías, agora mais estruturados, já trazemos nesta edição o tema meio ambiente.

Cabe aqui ainda uma nota sobre a flexibilidade da estrutura da edição em função do tema. Nos primeiros números do Canal, a equipe de redação prezava muito pela manutenção das seções. Tínhamos algo um pouco “engessado”, que às vezes nos limitava na escolha de certos assuntos. Com o decorrer do tempo, vimos que a lógica era inversa. Para que uma pauta seja bem explorada é preciso que tudo mais se adapte a ela, a fim de que a informação seja comunicada de maneira didática. Desde então, temos editorias com tamanhos, nomes e temáticas flexíveis. Essa tendência se percebe até no cabeçalho da página da edição anterior, em que a “arte” foi modificada. As fotos de personalidades do mundo da política, esportes e religião foram substituídas pelos personagens dos filmes que estavam sendo analisados.

Quanto aos contras, penso que ficamos devendo no quesito material inédito. Das 14 resenhas postadas, apenas quatro não são republicações. As demais foram produzidas em edições anteriores, uma, inclusive, do primeiro número do Canal . Perde-se até um pouco do estímulo de se analisar matérias tão antigas, tendo em vista que representam a maturidade jornalística de colegas de profissão, que na época eram alunos. Diante disso, farei as observações específicas das resenhas originais, individualmente, na nossa reunião interna de avaliação.

Mas não podia me despedir sem tocar na nossa “ferida”: a reportagem. É muito importante que consigamos realmente produzir matérias nesse formato para introduzirmos o leitor ao tema de cada edição. Temos ainda engatinhado nesse aspecto. Dificuldades como a localização do Unasp (distante de grandes centros urbanos), bem como as limitações financeiras e de locomoção dos nossos alunos conspiram contra esse objetivo, mas podemos fazer mais. Precisamos fundamentar melhor nossas reportagens, procurando contextualizar e humanizar as pautas. Além disso, deve-se evitar entrevistar os professores do Unasp, já que existem inúmeros acadêmicos e profissionais que podem dar sua contribuição para as nossas matérias.

É isso. O ano de 2007 apenas começou para a equipe do Canal. À frente, vemos desafio e conquista. A superação do primeiro leva naturalmente à apropriação da segunda. Então vamos lá!

 

Wendel Lima
ombudsman@unasp.edu.br