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Eu, você, eles, nós, repórteres? |
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| Cida Barbosa |
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Ao que tudo indica, jornalismo cidadão é a nova tendência da comunicação. Com o avanço da tecnologia on-line, blogs e viblogs tomam conta da rede. E é nesse espaço que entra essa prática que pode ser caracterizada pela maior liberdade na produção e veiculação da noticia. Ou seja, o leitor não é mais só um mero expectador, agora ele também pode fazer a notícia, ser o repórter. Os adeptos dessa nova prática afirmam que essa é uma oportunidade para valorizar a reportagem, incluindo a observação de testemunhas oculares dos fatos. Tem gente que foi mais longe ainda, como é o caso do ex-colunista do jornal americano San Mercury News Dan Gillmor. Ele se empolgou tanto que construiu o Centro para Mídia Cidadã, uma entidade que não tem fins lucrativos. Mas quem causou mais espanto foi a Associated Press, a segunda maior agência de notícias do mundo e uma das mais tradicionalistas. Ela aderiu ao jornalismo cidadão, fazendo uma parceria com o projeto Now Public que reúne 60 mil colaboradores voluntários em 140 países. Essa parceria pode ser considerada um ponto a favor daqueles que apostam na interação do cidadão comum na produção de noticias. Se os favoráveis têm um forte aliado como a AP, os contrários também têm seus veículos, como é o caso do New York Times dos EUA. O maior e mais conceituado jornal do mundo está do lado dos que defendem a idéia de que esses jornalistas cidadãos são ativistas dentro das comunidades sobre as quais escrevem e acusou os defensores de tal prática de abandonarem o principio da objetividade jornalística. Aqui no Brasil, alguns jornais e veículos de mídia tradicionais aderiram de forma discreta, adotando seções ou subportais que recebem contribuições de leitores, como é o caso da coluna de Ancelmo Góis de O Globo e a seção Eu Repórter do Globo Online. O pioneiro dessa prática no Brasil foi o portal iG , com a seção Leitor-Repórter já extinta. Para aqueles que são leitores e estão empolgados com a idéia de virarem "jornalistas", vale lembrar que no Brasil é obrigatório o diploma universitário com habilitação em jornalismo, para o exercício da profissão. |
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