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O mito cubano |
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| Ben-Hur Scheidt |
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Fidel Alejandro Castro Ruz, mais conhecido como Fidel Castro, nasceu em Havana da união de imigrantes, foi educado em colégio de jesuítas e graduou-se em direito em 1949. Esquerdista ao extremo, dedicou-se à defesa dos opositores ao governo, trabalhadores e sindicatos, denunciou corrupções e atos ilegais por rádios e jornais, vinculou-se ao partido Ortodoxo de Cuba, pelo qual seria representante pela primeira vez, nas eleições de 1952. Segundo o "Livro Negro da Revolução Cubana", de Armando M. Lago, mais de 115 mil pessoas foram assassinadas, incluindo guerrilheiros cubanos, presos políticos, coordenados pela sua autoria. Fidel vem sendo muito especulado pela mídia mundial nos últimos tempos pelos seus atos bárbaros e artigos totalmente sensacionalistas, que criticam grandes autoridades do governo mundial. Neutralidade dos fatos A relação da mídia brasileira com o ditador parece ser totalmente neutra, e isso não vem de hoje. A imprensa brasileira sempre tratou Fidel com muita imparcialidade. Como exemplo, pode-se citar um último acontecimento em território cubano, onde jornalistas brasileiros foram proibidos de exercer sua profissão, e quem revogou alguma coisa? Ninguém. A maior rede de comunicação do País, a Rede Globo, uma das melhores imprensas do mundo em rapidez de informação diversa e complexa, foi capaz de manter em sigilo o que há de mais importante para a sociedade: os fatos como eles são. Isto se deve, provavelmente, à natureza especialíssima das relações entre o Brasil e Cuba, ou entre Fidel e os jornalistas, relações esquizofrênicas, para dizer gentilmente. As ligações efetivas entre Cuba e Fidel Castro de um lado, e o Brasil e sua imprensa de outro, tanto como país ou sociedade, sempre foram imparciais. Com certeza isso se deve aos esporádicos contatos ao longo do último meio século, a despeito de um intenso "turismo político" ao longo desse período. O interesse fala mais alto Falar deste assunto não fica nada fácil. Há anos o País tinha interesses econômicos em países latinos como Cuba, Venezuela e Bolívia (especialmente no gás boliviano), deixando até de dar uma mãozinha para o pessoal da Casa Branca, e isso gerou uma grande demanda de notícia apenas informativa e não opinativa. A presença de Fidel e de Cuba na imprensa e nos meios intelectuais do Brasil tem sido, ao longo do tempo, propriamente avassaladora, assumindo um "volume" absolutamente desproporcional à real importância de um e de outro para a vida prática do Brasil e a de sua sociedade. Ficamos a nos perguntar que importância prática tem a economia, a política e a sociedade cubana para correspondentes brasileiros viverem com tanta intensidade nas ilhas caribenhas? Não é sensacionalismo, e nem é para o povo ficar surpreendido com a ação da imprensa brasileira depois que os seus jornalistas foram impedidos de trabalhar no momento mais crucial do que representa sua profissão: o levantamento dos fatos, para depois sustentar análises e reflexões. Acuaram-se e nada revogaram após serem impedidos de continuar exercendo seu trabalho, por que mostravam a realidade e humilhação de alguns cidadãos brasileiros presos em um aeroporto cubano. Isso é uma atitude vergonhosa para os jornalistas de opinião do País, os chamados intelectuais, que, superficiais em conteúdo, carentes de uma visão crítica, expressam medo ao debater sobre o assunto mais vulnerável: o ditador absoluto de uma ilha convertida praticamente em sua propriedade pessoal nos últimos anos. |
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