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Cobertura eficiente |
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Tales Tomaz |
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Para falar sobre o comportamento da mídia na cobertura da crise aérea no Brasil, o Canal da Imprensa entrevistou o jornalista Mário Magalhães, que atualmente é ombudsman da Folha de S. Paulo. Em entrevista concedida por e-mail, o jornalista acredita que a imprensa cobre bem o assunto; a falha acontece somente quando o jornalista não está familiarizado com instituições antigas como a Força Aérea, o Exército e a Marinha. Ele toca em um ponto fundamental para os profissionais: domínio do assunto. Mário Magalhães assumiu o cargo de ombudsman do maior jornal do País em abril após a saída de Marcelo Beraba, que cumpriu o prazo máximo do cargo no diário. Antes, porém, Magalhães trabalhou na Tribuna da Imprensa, em O Globo e O Estado de S. Paulo. Em 1991 chegou à Folha, de onde saiu em 2003 para escrever uma biografia, retornando em 2006. Segue na íntegra a entrevista: Canal da Imprensa - Quais foram os primeiros sinais na mídia de que havia problema no tráfego aéreo? Você se lembra de alguma ocorrência antes da queda do Boeing da Gol? Mário Magalhães – Nada que desse conta dos graves problemas existentes. Nem no jornalismo nem em nenhum outro setor social (Anac, associações dos profissionais do setor aéreo, sindicatos, empresas, etc.). CI – A CartaCapital e o Conversa-Afiada acusaram a Globo de omitir a queda do avião na sexta-feira a fim de dar maior destaque para as fotos do dinheiro do dossiê. Você acha que realmente houve omissão? Magalhães – Quando o avião caiu eu estava em Macapá, cobrindo a reta final da campanha eleitoral. Não acompanhei o noticiário. CI - Isso afetou a votação de Lula? Magalhães – O quê? Noticiar o dossiegate? A função do jornalismo é informar. Você queria que se escondesse a notícia? CI - De lá para cá o assunto tem sido exaustivamente debatido pela mídia, inclusive com o foco sobre os controladores de vôo. A mídia focou no ponto certo? Ela não está jogando a população contra os controladores de vôo? Magalhães – Não creio. Acho que o jornalismo tem feito, em geral, um bom trabalho. Por exemplo: como você e as pessoas sabem o que os controladores falaram, o que os pilotos do Legacy conversaram e uma enorme quantidade de informações? Pelo trabalho dos jornalistas. CI – Você acha que a imprensa generaliza muito o problema, fazendo tudo parecer um “pacotão” de problemas? Magalhães – Às vezes isso ocorre. Mas nem sempre. CI – A imprensa brasileira está madura o suficiente para cobrir de forma objetiva e isenta problemas de infra-estrutura como esse? Magalhães – Não é questão de maturidade, mas, fundamentalmente, de domínio técnico. Um problema que prejudica a cobertura da crise é a ignorância das novas gerações de jornalistas sobre a Força Aérea e as duas outras Forças, Exército e Marinha. |
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