A especialização da profissão jornalística em eventos estrangeiros é chamada de Jornalismo Internacional . Isso faz com que esta seja uma das áreas do jornalismo com maior abrangência de cobertura de política, economia, cultura, acidentes, natureza e todos os assuntos que aconteçam fora do País.
Um repórter que fica numa cidade estrangeira cobrindo uma região, um país ou às vezes até um continente inteiro, enviando matérias regularmente para a redação da sede de seu veículo, é conhecido como correspondente. Acompanhando toda a imprensa local, mantém contatos freqüentes com jornalistas e colegas correspondentes. Identificando fontes estratégicas como entidades, governos, diplomatas e militares, ele passa tudo que é de interesse do veículo e do País.
Diferente do correspondente, o enviado especial por sua vez pode produzir uma única matéria, se necessário, ou uma série. Normalmente esse profissional é selecionado por ter mais conhecimento sobre o tema ou o lugar dos fatos que serão abordados.
Categoria
No Brasil, dentre os principais nomes de melhores correspondentes, encontra-se o de Hermano Antônio Henning. Natural de Guararapes, interior de São Paulo, ele ingressou no jornalismo desde a adolescência, quando atuava numa rádio de sua cidade.
Grande parte do seu trabalho jornalístico se deu na área internacional. Também bacharel em Direito e fanático pelo Corinthians, ele trabalhou na rádio Deutsche Welle, na Alemanha.
Explorando as áreas do jornalismo, Henning atuou não só no rádio, mas também na TV e no impresso, como no jornal O Estado de S. Paulo e na revista Veja.
Pela estrada a fora
Na jornada de correspondente internacional, só na TV Globo são mais de 10 anos de estrada, com trabalhos realizados em Londres, Bonn, Washington e Nova York. Entre os destaques do profissionalismo de Henning se encontram o conflito entre Irã e Iraque; as guerras civil de Angola, do Golfo e Guerra das Malvinas; queda de Xá Reza Pahlevi; Invasão Americana no Taiti; mortes dos papas Paulo VI e João Paulo Primeiro e do presidente Tito, na Iugoslávia, além de sua participação na Primeira Expedição Brasileira à Antártica.
No esporte, participou da cobertura das Copas do Mundo da Argentina (1978), Espanha (1982), México (1986), Itália (1990), Estados Unidos (1994) e França (1998). Cobriu também as Olimpíadas de Moscou, em 1980; Los Angeles, 1984; Barcelona, 1992 e Atlanta, 1996.
O correspondente é autor do livro Via Satélite – histórias de um correspondente internacional, pela editora Globo. Nele, Henning conta suas aventuras como repórter pelo mundo.
Profissionalismo
Atualmente, trabalha no SBT, onde já passou pelo TJ Internacional, TJ Brasil, Jornal do SBT e SBT Repórter. Em 1997, assumiu o lugar de Boris Casoy no TJ Brasil, mas em dezembro do mesmo, ano o jornal foi extinto. Em 2002, participou do especial humorístico "SBT Palace Hotel", interpretando o Dr. Kurtz, um médico que atendia os hospedes do hotel. No ano de 2005, Hermano Henning migra para o ramo pecuarista, apresentando o programa Horse Brasil, no qual fala sobre cavalos, e que já foi transmitido pelo Canal do Boi, Agro Canal e agora está no Terra Viva.
Em março de 2006, o jornalista deixa a apresentação do Jornal do SBT- Noite, sendo substituído por Carlos Nascimento e assume a apresentação do Jornal do SBT- Manhã. Um jornal que existe desde 1.º março de 2004, antes apresentado por Cynthia Benini, jornalista e atriz, e Analice Nicolau, modelo e atriz. O Jornal do SBT Manhã apresentava notícias do dia e fatos internacionais, através de imagens das agências do exterior. Depois de ser extinto em agosto de 2005, o Jornal do SBT - Manhã voltou reformulado à grade do SBT em 19 de setembro do mesmo ano, com apresentação de Joyce Ribeiro, e posteriormente com Hermano Henning. Atualmente, ele conta com a presença de Analice Nicolau, como companheira de bancada.
É por essas e outra que Hermano Henning é reconhecido como um grande jornalista e classificado entre os melhores correspondentes do País. |