Sempre que um jornalista recebe sua pauta de trabalho, nela está contida informações básicas sobre o assunto, além de possíveis fontes para melhor compor a matéria.
O jornalista necessita de fontes para dar realidade ao texto. Fonte, como o próprio dicionário Aurélio especifica, é uma causa, origem, princípio. É justamente neste conceito que as fontes jornalísticas colaboram com as informações que você, leitor, recebe todos os dias dos mais variados meios de comunicação.
No jornal Folha de S. Paulo não poderia ser diferente. Inclusive, a empresa classifica em seu Manual de Redação vários tipos de fontes apoiados em critérios de bom senso de cada jornalista.
As chamadas fontes tipo zero são classificadas como providas de conteúdo exato, sem deixar margem à duvida, porém necessita de cruzamento de informações . As fontes de tipo um são as mais confiáveis, pois possuem um histórico de confiabilidade e sem interesses em sua divulgação. Já a fonte tipo dois se parece com a classificação anterior, no entanto, é desprovida de histórico de confiabilidade. Por fim, a fonte tipo três é a de menor confiança, sendo bem informada, mas com interesses pessoais.
Na edição de 14 de novembro de 2007, o caderno Cotidiano traz em uma de suas páginas a matéria "MEC diz que cidades inflaram total de alunos". Nela, são citadas três fontes diferentes para a composição do texto informativo: o ministro da Educação Fernando Haddad, o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, além de dados da CGU (Controladoria Geral da União). Para não haver repetição na base da informação, a matéria "Carteira escolar com um computador embutido é apresentada em feira", que segue na mesma página da anterior, não utiliza nenhuma declaração de Haddad. Nela, é citado apenas o diretor de Projetos e Desenvolvimento Econômico de Serrana, Miguel João Neto.
Outra matéria de fonte única aparece no caderno Dinheiro 2, de 11 de novembro. Intitulada de "Exploração de megacampo terá alto custo", o texto que traz informações sobre a necessidade de novas plataformas por parte da Petrobras, tem como gerador de notícia o pesquisador da Coppe, Giuseppe Bacoccoli. Em 13 de novembro, no mesmo caderno, em matérias também sobre a Petrobras, a Folha se mostra diversificada em suas fontes. Desta vez, o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Nelson Narciso, além do próprio presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, foram as fontes consultadas pelos jornalistas.
As matérias da Folha se encaixam nos preceitos de fontes do seu manual. Nos textos do periódico, percebe-se a intenção de manter a credibilidade do jornal com o uso de fontes seguras, tipo um, para que se possa confiar nas declarações dadas. Isso não significa que fontes do tipo dois e três não possam estampar as páginas dos cadernos.
As repetições de fontes são encontradas, na maioria, quando o impresso faz generalizações, como algum órgão ou instituição, como MEC e Polícia Federal. No entanto, de forma geral, a Folha de S. Paulo apresenta textos com base em fontes diversas. Nas edições analisadas, foram raras as fontes repetidas, mesmo em matérias sobre assuntos interligados. |