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Quem diria? Já chegou...

Franciele Mota

Parece que esse dia nunca iria chegar. Por mais que reclamássemos dos trabalhos acadêmicos, das reportagens (uma de cada mídia por semana), dos artigos e das provas, essa vida de univesitário nos acostumou de tal forma, que encarar o mercado lá fora é como entrar em outro universo.

Bom, essa é a visão generalizada de um profissional recém-formado. Na verdade, "lá fora" ele é mais recém-formado do que profissional. Parece que é difícil para as empresas entenderem que uma pessoa com diploma "quentinho" pode ser recém-formado e profissional ao mesmo tempo. Mas o que se vê é uma barreira entre o tapete vermelho da colação de grau e o departamento de RH.

O lado bom dessa história é o que as universidades de Comunicação Social mesclam com seus alunos os conhecimentos teóricos (e como eram chatas essas aulas) com a parte prática. Mais além disso, são os estágios dentro do campus que dão a oportunidade para o aluno desenvolver uma atividade profissional para um veículo/cliente real, com toda a responsabilidade e ética que os manuais explicam.

As experiências que ficarão gravadas pra sempre são aquelas adquiridas na faculdade. Não são os prêmios, as promoções, os elogios do editor-chefe nem os pontos da audiência. Os erros ortográficos, as correções em público (diante dos colegas de classe), e a corrida atrás de fontes (aí me lembro da reportagem no canavial), essas sim foram etapas de uma vida acadêmica de muito aprendizado. Não nego que também aprenderemos muito no mercado de trabalho, no dia-a-dia, mas são os erros e acertos na faculdade que nos tornam melhores.

Mas na verdade os trabalhos que realizamos, de acadêmicos só tem o nome. As mídias eram reais, os leitores, ouvintes e telespectadores também, então porque falar trabalhos acadêmicos? A influência exercida nas vidas de quem teve contato com eles foram tão reais que assumimos uma responsabilidade que alguns acreditam que devemos ter só no mercado de trabalho. Mas ele veio para dentro dos portões das universidades e o que se vê são revistas, jornais, sites, emissoras de rádio e televisão recebendo prêmios, reconhecimento do público e colocando em alerta as empresas de comunicação que não especializam o "pessoal".

Pra falar sério, os cinco anos de faculdade (com a transferência de universidade perdi um ano) foram os melhores anos de minha vida. Além dos amigos, dos projetos, das idas e vindas nas reportagens, a busca de fonte, os sábios conselhos dos professores, a universidade me proporcionou um ambiente real do que irei encontrar "lá fora". Muitas vezes foi difícil cumprir o deadline, algumas (e poucas vezes) não foi cumprido, mas o clima sempre foi o mesmo. Em minhas mãos sempre esteve uma responsabilidade: as palavras tinham de ser minuciosamente escolhidas para cumprir o propósito da pauta. E se ela mudasse o foco, então teria que desenrolar com muita cautela.

O legal de uma universidade com ambiente real de estágio é a possibilidade que o aluno tem de conhecer o mercado mesmo dentro da universidade. Como foram boas as três jornadas que participei. Nelas, o volume de conhecimento foi muito maior do que em sala de aula. Isso não quer dizer que os professores "dormiram no ponto", mas a sensação da responsabilidade em nossas mãos, a pressão do tempo (daí me lembro da Jornada 2007) e o prazer de ver o trabalho publicado ou veiculado não tem preço que pague.

O tempo foi bom, mas passou rápido. Quem diria... agora sairemos dos bancos da faculdade para as mesas de redação, do escritório, da sala de edição, do estúdio do ar, para o "gravando". O que vai ficar registrado para sempre são esses bons momentos...


Nome: Franciele Mota da Silva

Nascimento: 12/05/1984

Experiência Profissional: Articulista da revista eletrônica Canal da Imprensa (2006 e 2007), repórter da revista Escola Adventista (2007), redatora do Boletim Informativo da Igreja do Unasp (2007), produção de material para divulgação e conteúdo do site da Rádio Unasp 91,3 FM (2007).