Quando era uma garotinha, as pessoas me perguntavam o que seria quando crescesse. Então respondia que seria médica para curar os doentes e lhes "devolver" a saúde. O tempo passou, cresci e deixei de ser uma menininha. Também desisti da idéia de ser médica, porém, continuei com o objetivo de curar os doentes, não os que perecem fisicamente, e sim, os que estão feridos intelectualmente. Foi então que decidi ser jornalista.
A melhor profissão do mundo exige dois critérios básicos para que seus profissionais sejam bem-sucedidos. A paixão e a vocação pelo que se faz. As duas devem andar juntas. A vocação é fundamental, sem ela seria impossível escrever sequer um título. A paixão, essa é a essência de tudo, é o que faz a diferença, é o que te envolve e o que te motiva a ir em busca da notícia e da verdade. Durante quatro anos na faculdade aprendi que para ser uma excelente jornalista é necessário um pouco mais do que esses dois critérios. É necessário saber ser um humano.
Quando digo em saber ser um humano, me refiro na forma como trato e me relaciono com outras pessoas, como as observo, como as respeito, como me dirijo a elas. Saber ser humano é saber reconhecer os próprios erros e também suas qualidades. É ter grandiosidade em realizar suas tarefas e humildade suficiente para continuar sendo bom e fazendo tudo bem feito. Um jornalista de verdade consegue ser tudo isso e ainda colocar no papel o que sente e o que pensa, de maneira que leve outras pessoas a refletirem sobre seus atos e sintam a necessidade de "curar" o intelecto.
Ao conseguir essa façanha, o jornalista já pode se sentir recompensado por fazer a diferença na vida de alguém. No entanto, saber ser humano e ser jornalista ao mesmo tempo não é uma tarefa fácil, tampouco para qualquer um. Ser humano exige uma disposição para amar e respeitar seu próximo. Ser jornalista exige uma aptidão para atrair e cativar as pessoas ao que você faz. Confesso que escrever é uma arte que só é bem desenvolvida quando o escritor consegue unir o humanismo com o jornalismo e como já dizia o jornalista e ex-aluno do Unasp, Fernando Torres, "escrever dói" e de fato, dói muito.
Começar um texto é uma das coisas mais difíceis que encontrei no jornalismo. Terminá-lo também me traz sofrimentos. Entretanto, apesar de "doer" é algo surpreendente, é o que traz prazer e realização ao mesmo tempo. Quando um texto fica pronto, seja ele para o rádio, TV, jornal ou revista, é como se um filho nascesse e depois de nascido, a dor passa, o estresse vai embora, fica apenas o desejo que ele permaneça por muito tempo e alcance seu objetivo, o de transformar o pensamento da massa.
Hoje, não sou mais uma garotinha e também não sou médica, mas tenho certeza que fiz a escolha certa, porque posso conhecer um pouco de Medicina, Enfermagem, Arquitetura, Direito, Engenharia, Administração e tantas outras funções, afinal, cresci e escolhi ser jornalista. Aprendi com o tempo e com meus mestres que só posso exercer um bom jornalismo se o mesmo estiver acompanhado de um bom humanismo.
Nome: Thaísa Elis
Nascimento:
15/07/1985
Experiência Profissional: Produtora de reportagens para a Rádio Unasp 91,3 FM (2007), repórter na Agência Brasileira de Jornalismo (2007), repórter da revista Escola Adventista (2007), repórter e fotógrafa do jornal O Regional (2006 e 2007 – Artur Nogueira, SP), editora e revisora do jornal acadêmico O Universitário no primeiro semestre de 2006, articulista dos sites Canal da Imprensa e Paraná Online (2006 e 2007), repórter do jornal A Tribuna MT (2006 – Rondonópolis, MT) e repórter do jornal online Diário do Campus (2005). |