ABJ    |    ABJ Media Center    |    Canal da Imprensa    |    Diário do Campus    |    O Parcial
  home |
 

Oficina de idéias

Daniel Lüdtke

2002. O curso de Jornalismo do Unasp engatinhava. Cheguei ao campus neste ano, sem informações nem convicções. Aos poucos fui entendendo que estava no lugar certo. Eu, que fazia o jornalzinho da escola na sétima e oitava série, não previa o futuro. Nada como a faculdade para aplicar injeções de teoria, lapidar idéias e praticar – praticar muito.

Unaspress era o nome do que hoje é a ABJ. Lembro da empolgação com que fiz a prova para formação da primeira equipe da agência. Ainda guardo o teste. Apenas sete alunos foram aprovados dentre as turmas dos três anos – tudo o que existia, até então. Milagrosamente, eu estava entre eles. Logo, me tornei repórter do Diário do Campus e chefe de reportagem do Canal da Imprensa, revista eletrônica que nascia sem prever seu potencial no futuro próximo.

Recordo-me do meu primeiro texto publicado, ainda no primeiro semestre do curso. Um colega teve um imprevisto e pediu-me para fazer entrevista com Deise Reis, conselheira familiar, após a palestra que ela ministraria no auditório da faculdade. Eu não podia acreditar! Foi indescritível a emoção de ver, em 14 de junho de 2002, a entrevista publicada – "Terapeuta familiar critica desestruturação do lar pela mídia".

Os dias de fechamento do Canal da Imprensa foram os mais marcantes. Foi numa sala improvisada do prédio do Ensino Superior – metade sala de aula e metade agência –, onde naquela época funcionava a Unaspress, que aprendi a ser jornalista. Noites viradas, algumas vezes preso no prédio da faculdade. Na sala de aula recebi instruções teóricas e também práticas, mas foi na agência, com amigos como o Fernando Torres e orientações e apoio do professor Ruben Dargã Holdorf, a enciclopédia encarnada, que me desenvolvi na profissão.

Na agência eu pude errar. E errar bastante. A faculdade é propícia a isso. Valeu a pena o curso porque pude quebrar a cabeça, dar barrigadas e corrigir erros. Lá fora é tudo mais difícil. Na agência também desenvolvi agilidade. Com certa dose de exagero, digo que o tempo que eu gastava no primeiro ano para bolar um título criativo é o tempo que gasto hoje para escrever um artigo. Neste último ano, por exemplo, como editor especial do Canal, recebi várias vezes uma pauta na quarta à tarde para entregar na quinta de manhã. Só a prática permite isso.

Formado, continuarei no segmento de jornalismo online, herança da principal vocação da ABJ, especificamente em crítica de mídia, paixão começada nesta faculdade. A criatividade é dom de Deus. Saber usá-la é fruto dessa oficina.


Nome: Daniel Lüdtke

Nascimento: 28/05/1984

Experiência Profissional: Chefe de reportagem, articulista e editor especial do Canal de Imprensa, repórter do Diário do Campus, articulista do Observatório da Imprensa, repórter da revista Escola Adventista, estagiário na TV Novo Tempo (Jacareí, SP) e âncora do programa Mosaico, produzido pelos alunos do 4.º de Jornalismo de 2006.