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De jogador a atleta de Cristo |
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Jefferson Paradello |
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Ricardo Izecson dos Santos Leite, um nome aparentemente comum, é considerado um dos melhores jogadores de futebol da atualidade. Detentor de diversos títulos, o jovem que nasceu em Brasília e foi criado em São Paulo viaja o mundo fazendo o que mais gosta. Jogando. Talvez este nome não soe bem aos seus ouvidos ou não te ajude a associá-lo a alguém. O fato é que quase ninguém o conhece assim. Kaká, como é conhecido nos campos e fora deles, no Brasil e no mundo, é um atleta que em pouco tempo conquistou uma grande carreira profissional. Freqüenta os gramados desde os dez anos de idade. Treinou no São Paulo Futebol Clube e passou por todas as categorias de base. Em 2001, ingressou para o time profissional do São Paulo, permanecendo até 2003 quando foi contratado pelo Milan, um dos grandes times italianos. Integrou a seleção pentacampeã na Copa do Mundo de 2002 e a Seleção Brasileira na copa de 2006. Além de convites para jogar em outros times, ainda permanece no Milan. Com o seu desempenho, ganhou diversos títulos e prêmios ao longo da carreira. Conquistou no ano passado a Bola de Ouro, prêmio da revista francesa France Football como o melhor jogador da temporada e foi considerado pela FIFA o melhor jogador do mundo. Jogando para Cristo Nascido em um lar evangélico, Kaká se converteu ao cristianismo no ano de 94, recebendo o convite para integrar o time dos atletas de Cristo antes mesmo dos gramados profissionais. Antes de conviver com os holofotes da mídia, ele sempre se mostrou devoto no que acredita e em quem acredita. Estudioso da Bíblia, não se envergonha de mostrar quem realmente é. No campo, constantemente apresenta sua crença através de mensagens contidas nas camisetas que usa abaixo da camisa 22 do Milan. Sua frase I belong to Jesus (Eu pertenço a Jesus) já se tornou conhecida pelos componentes das arquibancadas, do campo e da imprensa. Ela traduz aquilo que o motiva. Para o jogador, as atitudes de violência que ocorrem dentro dos gramados pelos jogadores não podem ser repetidas por ele. “Não quero que falem de mim: Olha, aquele cara fala uma coisa e faz outra. A minha preocupação diante dos meus companheiros, diante dos adversários é ser quem eu sou e nunca falar uma coisa e ser outra”, explica em entrevista ao portal Atletas de Cristo. A melhor maneira de conquistar outros atletas para Cristo é se tornando um. Quando não está trabalhando, gosta ficar com a família e ir à igreja, valores que atualmente estão se perdendo com o aumento das novas filosofias e interesses da sociedade. Como alguém que procura fazer a vontade de Deus, o atleta acredita que esse é o melhor time que alguém poderia escolher para jogar. E apesar da fama, quer ser reconhecido por aquilo que é, e não por aquilo que faz. Além disso, o garoto é uma referência no futebol por seu comportamento, bons valores, profissionalismo e ética, além de ser exemplo como cidadão, filho e genro. Procura realizar o que lhe vem às mãos da melhor maneira. Mas nem tudo são flores, ou futebol. Em 2000, ao escapar da morte em uma ocasião, enquanto os médicos alegaram que o garoto teve sorte, Kaká acredita que aquilo foi uma intervenção divina. Sua fé aumentou. Ele acredita também em sonhos. E diz que é possível a qualquer um realizá-los, como o fez ao ganhar a Copa do Mundo. O segredo? Confiar. Como fazer o gol Enquanto o mundo entra em confronto para defender qual a origem do universo, um jovem escolheu o seu lado e segundo ele, está no caminho certo. Qual seria o resultado se, como exemplos para seus torcedores e fãs, todos os atletas jogassem nesse time? Pelo menos no futebol, as torcidas “organizadas” que matam, ferem e destroem se tornariam realmente organizadas? Um livro tão “velho” ou um exemplo de quem o lê e pratica seus ensinos poderia mudar a vida de alguém? Será que os profissionais do esporte não se preocupariam mais em ficar em casa com a esposa e a família (se é que tem uma) durante a noite ou quando estão longe do trabalho, evitando causar problemas dentro e fora dos gramados com casos polêmicos como os que estouram na mídia? Talvez muita coisa fosse diferente. Pergunte ao Kaká. Ele sabe a resposta. |
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