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“Soccer”, um futebol diferente* |
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Deyvison Veloso |
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O futebol (soccer) não é o principal esporte dos Estados Unidos. Além de ser diferente do football, que é um esporte violento, e as regras são bem diferentes e é o mais popular entre os norte-americanos. Os Estados Unidos também nunca tiveram uma seleção forte de futebol (soccer), mas isso não é obstáculo para o filme Duelo de Campeões (The Game of Their Lives). Produzido em 2005, pelo diretor David Anspaugh, o filme conta a história de um grupo de jovens americanos, na maioria, ex-soldados, praticantes do soccer. Esses rapazes recebem a notícia de um teste para a Seleção de Futebol dos Estados Unidos. Os jogadores escolhidos irão para o Brasil participar da Copa do Mundo de 1950. A seletiva é feita em Saint Louis , cidade onde é forte a presença de imigrantes e o soccer se destaca bastante. Participam dessa seletiva os rapazes de Saint Louis e os da Costa Leste. A fragilidade do time é grande, todos os jogadores são amadores, isso acaba causando desânimo em alguns atletas da própria seleção antes da seletiva. Os jogadores, após a escalação, percebem a importância que tem para seu país. Nesse contexto entra a Inglaterra, que é considerada uma das melhores seleções do mundo além de ter inventado o futebol. A partir de então, os ingleses passam a ser o grande desafio dos americanos. Inglaterra a grande rival é destacada, principalmente, por intermédio do jogador Stanley Mortenson, que é o craque inglês, e o maior temor americano na seleção inglesa. Na seleção americana os jogadores que se destacam mais são o goleiro Frank Borghi, que faz grandes defesas, além de ser um dos líderes do time. Walter Bahr, o capitão do time, o mais empenhado em unir os jogadores e fazer da seleção americana uma grande equipe. Importantes jogadores como Pee Wee Wallace, Gino Pariani, Gaetjens, são também destacados no filme e que exercem um papel fundamental no decorrer da trama. O jogo O filme se baseia nessa única partida da Copa filmada no Brasil no Estádio das Laranjeiras, onde os Estados Unidos ganham de 1 a 0. O gol de Gaetjens, um negro, deu a vitória aos norte-americanos. Neste período os Estados Unidos era palco de sangrentos conflitos racistas no sul do país. Esse jogo para os americanos foi como a final da Copa do Mundo. O filme não precisaria de mais nada, afinal se fossem falar das outras partidas contra Chile e Espanha, apenas estariam danificando uma boa trama. Após a vitória contra a Inglaterra, os americanos foram derrotados pelos chilenos e depois pelos espanhóis e ficaram em último lugar no grupo. O filme mostra que mesmo em dificuldades e diferenças de cada jogador, com a união e a força de vontade eles conseguiram alcançar o seu objetivo. Mostraram quem era a seleção americana, um time que buscou algo mais do que uma simples vitória dentro de campo. No final do longa-metragem os jogadores da seleção americana de 1950 são homenageados. Os jogadores Gino Pariani, Walter Bahr, Frank Borghi, John Souza e Harry Keough ganham destaque pelo bom desempenho apresentado na partida. Destacam-se no filme a grande aproximação da realidade feita pelo diretor, além dos jogos e treinos serem muito bem caracterizados. A caracterização do Brasil da década de 50 foi bem realizada, mostrando nos botecos da Lapa, um samba sendo tocado sem a sensualidade presente na cultura de hoje. O jogo principal não possui uma grande valorização dos Estados Unidos, se for levado em conta aquele jogo foi considerado uma das maiores “zebras” da história das Copas. Em contra partida, já que o filme é baseado nesse jogo contra a Inglaterra, o diretor deveria ter dado um destaque maior ao gol de Gaetjens, dando mais emoção ao filme. Ficha Técnica Título no Brasil: Duelo de Campeões Elenco *Texto originalmente publicado no Canal da Imprensa de 22 de junho de 2006, 61ª edição |
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