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Piadas “relevantes” |
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Ellen Ribeiro |
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O humor está presente nas mais diversas áreas da vida humana. Para um bom humorista qualquer coisa é motivo de piada. Pode ser a economia, a situação política do País, a vida de uma celebridade ou os desmandos e as confusões políticas de Brasília. O humor existe no rádio, na televisão e nos textos de pessoas que fazem da própria vida uma piada. Segundo a enciclopédia online Wikipédia o humor é uma das chaves para a compreensão de culturas, religiões e costumes das sociedades num sentido amplo, sendo elemento vital para a condição humana. O humor se transforma através do tempo e acompanha os costumes e as correntes de pensamento. Faz retratos fiéis de uma época. Diante disso, a Revista Época apresenta um quadro interessante com relação a presença do humor (ou não) em suas edições. O humor é percebido nas propagandas, nas quais aparecem personagens engraçados, bonecos e elementos de construção da imagem. Além disso, o uso de desenhos e caricaturas é bastante explorado. Apesar de as propagandas serem “recheadas” de humor, a revista não conta com uma seção específica para o assunto. Entre as seis revistas Época analisadas, das quais três eram do ano de 2007 e três de 2008, verifica-se que existe a presença do humor nas edições de 2007, mas não de forma acentuada. Pelo contrário, ele se faz presente apenas duas vezes, na seção “Primeiro Plano”. Nos casos de humor explorados por Época percebe-se a abordagem de um assunto atual e conhecido pela população. Isso com o objetivo de que a sátira seja bem entendida pelo leitor. Para isso, os autores se valem de recursos como desenhos, caricaturas, cores variadas e uma boa quantidade de personagens diferenciados. Assim, nota-se que o humor não é algo relevante para a revista, já que dentre as edições pesquisadas não foram encontradas crônicas e notas referentes ao assunto. A ideologia adotada é a de associação de idéias. Incentiva o leitor a relacionar um assunto atual com as idéias do autor sobre o tema. E é claro, de uma forma inteligente, provoca risos e prendendo a atenção de quem está lendo. Mas não é possível perceber um direcionamento na escolha do tema a ser abordado. A escolha do assunto transparece ser aleatória, atual e de relevância pública, ao passo que se tratam de questões pertinentes à vida da maioria das pessoas. Análise de caso Na edição de 25 de junho de 2007, o desenhista dinamarquês Mathias Pedersen, mostra uma caricatura dos planetas do sistema solar com o objetivo de fazer uma sátira ao planeta Plutão. Depois de Plutão ter sido desconsiderado como planeta, o cartunista aproveita a oportunidade para compará-lo com o futebol. No texto, ao lado do desenho, Pedersen se refere ao planeta como líder da “segundona” e o considera ex-participante da “primeira divisão da confederação planetária”. Essas expressões juntamente com as caricaturas de planetas com olhos conduzem o leitor a uma sensação engraçada e provoca risos. Com o título “Sai fora, nanico!”, o autor tem como objetivo descontrair e satirizar o fato de Plutão ter sido rebaixado como planeta. E agora o “planeta diminuto” literalmente faz parte da “segundona” do sistema solar. | |||||||