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| Entre acertos e erros | |||||||
| Laís Cristina | |||||||
| Desde 2002, a revista eletrônica Canal da Imprensa trabalha com crítica de mídia. Hoje comemora seus seis anos de existência. Pode-se afirmar que, como toda peça que compõe o Canal , nada melhor que um exemplo real para incentivar um jornalismo responsável e ético. É ai que entra uma peça relevante, o Canal Cult Identidade, cujo conteúdo apresenta um profissional ligado ao tema da edição. Nesta edição de aniversário criticar também faz parte da festa. Com erros e acertos, é claro. Afinal ninguém é perfeito, e seis anos de crítica de mídia não são seis dias. Na 63.ª edição, em “Evolução da Comunicação”, a personalidade retratada foi bem escolhida. Ricardo Noblat, jornalista que se envolveu e viu a reforma e crescimento de jornais impressos, como o caso do Correio Braziliense , que ousou fazer um jornalismo diferente e inovador aprimorando suas ferramentas jornalísticas. Intitulado como “Nascido para a (livre) imprensa”, o texto descreveu a vida de Noblat com poucas palavras ou em poucas linhas “digitadas”, fazendo uso da linguagem direta e simples sem deixar de informar. Escrever realmente é cortar palavras. Identidade, como o nome já diz, identifica alguém. No entanto, em algumas edições, se o leitor não detectar a temática desenvolvida, também não conseguirá ligar a personalidade descrita com o assunto tratado. Em outras edições, o foco se perde quando a identidade da pessoa descrita demora a ser revelada e isso provoca confusão na cabeça do leitor. Foi o que aconteceu com o texto comentado no próximo parágrafo. Na 53.ª edição, “Comunicação e saúde: a doença como espetáculo”, o texto decorria sobre diversos assuntos. O personagem era o cientista Oswaldo Cruz, citado apenas no quinto e antepenúltimo parágrafo e as informações referentes a ele primaram pela superficialidade. Mesmo após ler o texto, é impossível responder informações básicas como onde nasceu o cientista. Em contraste, na 54.ª edição, a repórter Milena Vieira, sem superficialidade, aprofunda a vida do jornalista Roberto Marinho e a divide em quatro etapas. A primeira aborda a imagem que seus colegas de trabalho tinham dele e a forma que encaravam sua morte; a segunda, com o título sensibilidade, contava sua história de vida, infância, seus valores e crescimento. A terceira era Marinho como o jornalista que administrou um dos maiores grupos de comunicação brasileiros, as Organizações Globo. Por último, a personalidade de um homem que, segundo o jornalista Pedro Bial, pode ser considerado uma entidade sobrenatural. Também em destaque o texto “Nosso Peter Pan” a identidade pertencia a Serginho Groissman, apresentador do programa jovem “Altas Horas”, transmitido aos sábados pela Globo, publicado em 26 de maio de 2005 na edição “Sob a Tutela da Mídia”. A escolha foi bem colocada, pois a edição abarca programas da Globo, relacionando-os com essa faixa etária. E nada melhor que Serginho Groissman quando o tema é direcionado aos jovens. Essa representação do jovem na mídia muitas vezes foge da realidade nacional, porém Groissman é um dos poucos que ainda tentam se aproximar desse contexto. Entre as leituras de uma edição e outra, um texto e outro, o aprendizado fica para os estudantes que escrevem, aqueles que já escreveram e hoje estão no mercado de trabalho; também os professores que, por meio de pautas, incentivam os alunos a praticar o exercício de escrever. Só para quebrar o jargão “tudo que é bom dura pouco”, a revista eletrônica Canal da Imprensa continua. Afinal, “vaso ruim não quebra fácil”. |
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