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Canal Cult Filmes

Liverson Francica

Acompanhando o Canal da Imprensa , em especial a editoria do Canal Cult, impressiona ver a qualidade do veículo. Considerando ser um veículo produzido por alunos e supervisionado por professores, o conteúdo do que é apresentado demonstra ser de qualidade. Mesmo considerando alguns erros na escrita irrelevantes e considerando a inexperiência de quem escreve, o veículo demonstra a seriedade com que é levado. Isso faz com que a editoria tenha crédito e cumpra seu objetivo de acompanhar em forma de resenha crítica os filmes em questão.

Ao ler e analisar as resenhas apresentadas pelo Canal Cult em seus seis anos de existência, muito se aprende em cada resenha apresentada. Algumas aguçam a leitura e fazem refletir , despertando a curiosidade em pesquisar mais e assistir seus filmes. Outras chamam atenção para alguns pontos fracos que poderiam ser melhorados como erros de português e pesquisa mais precisa para comparação dos temas.

Em sua linha editorial, o Canal Cult incentiva o leitor para que analise, observe, compreenda e reflita melhor sobre os filmes apresentados. Mais do que dar a sinopse do filme, os textos levantam seus pontos fracos que fazem questionar certos pontos. Na resenha do filme “Um Grito no Escuro”, analisado por Michelson Borges em sua terceira edição, por exemplo, ele ressalta pontos onde ocorrem controvérsias com a realidade em alguns pontos do filme. Olhar pelos olhos do autor Michelson Borges, acompanhar suas críticas faz o leitor despertar interesse em assistir ao filme e, assim, possa fazer um comparativo com o que é descrito pelo jornalista. Dessa forma, torna-se prazeroso buscar por si só as conclusões que ele apresenta e isso estimula a assistir e comparar o filme em questão.

Dentro do Canal Cult, também se percebe em sua maioria, o aprofundamento dos temas traçando um comparativo com as sinopses, levantando assim pontos relevantes para aguçar a leitura. O site ainda conta com um layout clean , ou seja, limpo de fácil compreensão que oferece uma visão mais ampla e objetiva de suas páginas. Ao leitor buscar pelo site, facilmente ele encontra a informação desejada.

Durante todo o período em que foi escrito, grande parte de seus textos atingem o objetivo da editoria, porém alguns são muito superficiais e não geram a reflexão sugerida, limitam-se ao óbvio. Talvez pela falta de pesquisa ao escrever o texto, talvez pela inexperiência de quem os escreva. Seus textos simplesmente limitam-se ao enredo do filme e não acrescentam novos pontos de vista ao leitor.

Como exemplo, a resenha do filme “O Jornal” apresentada na quarta edição, que descreve bem o filme, mas é muito extensa. Em sua introdução, os exemplos dados não fazem uma ligação nítida com a sinopse do filme. Na resenha do filme “Mera Coincidência”, postada na 11.ª edição, por exemplo, o texto é truncado, não promove reflexão clara. Parece mais uma simples sinopse ou um texto opinativo do que uma crítica que gere reflexão.