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| Muita crítica, pouca sugestão | |||||||
| Elkeane Aragão | |||||||
| No começo a editoria era chamada de Imprensa em Foco e o enfoque não era só na mídia impressa, mas também tevê e rádio. Somente a partir de setembro de 2005, o nome mudou para Impresso em Foco e cuida de analisar periódicos e semanários como revistas e jornais impressos em geral. Apesar da polêmica sobre o impresso acabar ou não, a editoria tem um nível de importância e relevância considerável. Mais de cem textos foram escritos para a editoria no período de 2004 a 2005. É possível encontrar textos fantásticos, criativos e porque não divertidos? Porém não é difícil encontrar erros gramaticais, elogios exaustivos e bons textos devidamente escondidos atrás de títulos que fazem o leitor não querer ler nem o primeiro parágrafo. Antes da mudança do nome da editoria e do layout do site, não havia um lide com informações do que se tratava a edição. Isso faz o leitor não entender direito o tema abordado em cada artigo. Mas o Canal cresceu, e ganhou muitos prêmios e esta de aniversário! Agora tudo, a imagem do topo, a charge e o texto ao lado da mesma diz ao leitor sobre o assunto do enfoque da edição. Em Jornalistas no divã da 27.ª edição o autor assume a culpa por desrespeitar a linha editorial ao usar a primeira pessoa. “Não é comum um articulista escrever de forma pessoal, mas devido à circunstância desta edição, faz-se necessária uma exceção. Razão? O próprio jornalista que lhes escreve está com uma gripe insuportável, superada agora, no final da edição”, justifica. O motivo ele o expõem no seu texto ao mencionar o fato de haverem “redações infestadas de pessoas com distúrbios no sono, além da alta carga de estresse que recebem”. Mas o que é mesmo que o autor critica? A redação ambiente e não a escrita, o editorial, o fato de o periódico ser tendencioso ou parcial? Se a proposta era analisar o espaço físico e tudo que acontece na sala da redação, ele o fez bem, apesar de citar seu próprio exemplo. Os leitores do canal podem até ser mais cultos por serem universitários e que não aceitam tudo de bom grado. Mas, pode acontecer de alguém mais simples que busque algum texto sobre homossexualismo e encontre o texto da 28.ª edição, Homossexualismo nas revistas: um mito de verdades se depare com palavras difíceis como; apologética, afiguração e egressos. É claro que alguns temas exigem uma linguagem que lhe corresponda. Contudo é preciso ter o senso de que uma vez o texto publicado, poderá ser lido por pessoas de todos os níveis sociais. Um texto que se entende da primeira vez que se lê, é bem mais apreciado. A análise em questão trata justamente disso. É uma crítica à forma de como os “impressos transmitem o conteúdo seja na linguagem, no uso da imagem ou na estética” . Apesar de ser um texto é longo sem intertítulos, é interessante para quem gosta de ler. Título é cultura Os títulos Uma raça sem preconceito , Judaísmo nazista , Cultura se disCult , Elite popular e Homossexualismo nas revistas: um mito de verdades , são criativos e atrativos. Percebem a sutileza das antíteses? Faz qualquer um querer saber mais. Outro que segura o leitor até o final para descobrir o porquê do titulo curioso é o Tal pai, tal Folha . O autor faz uma análise fantástica da Folha de São Paulo. Estão de parabéns. Porém, o texto que traz o título Rabo preso é um problema , da 48.ª edição, é comum e afasta leitores de uma análise criativa, de conteúdo interessante e divertido. Entre os vinte e quatro textos analisados, poucos como, o Como transformar três mil reais num escândalo da mesma edição, fizeram comparações de análises em outros sites de crítica de mídia como Observatório da Imprensa . O texto citado está ótimo, porém finalizou com um erro gramatical na sua conclusão ao fazer uma comparação com o comercial do Mastercard. “Existem coisas que não se compra, outras edita-se.” Chama atenção o fato de criticar e não se preocupar com a língua portuguesa. Tudo perfeito Há também as que se empolgam e demonstram serem leitoras de admiração do periódico analisado. É o caso do texto Universo da Boa Forma , da 52.ª edição. A autora faz uma exaltação das mil e uma qualidades da revista Boa Forma. Mostra a revista como a salvadora da pátria para os problemas de gorduras localizadas e outros que afligem todas as mulheres. Fala bem das editorias, dos temas abordados, e até das capas, conhecidas pelas mulheres seminuas de corpos esculturais que geralmente dizem ser resultado de alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos. A autora não sabe que essas beldades de beleza pré-fabricada, normalmente compram a modelagem de seus corpos mais que alimentação natural. Algumas delas nem entram em academias. A autora não percebe a realidade? Mulheres comuns não aparecem em capas de revistas com biquínis minúsculos. Mulheres comuns até emagrecem, mas se não fizerem drenagem linfática ou algum tratamento de beleza intensivo e caro, continuam flácidas. Por que os editores não deram a crítica para algum homem fazer? Foi um teste que autora fez e não foi aprovada. Analisar e criticar um periódico que admira e não achar uma falha sequer. Os textos intitulados Enigma Nacional , É simples e Profeta do Caos , além de bem escritos, de leitura fácil e interessante mostram o problema e propõem uma possível solução e sugerem novos pontos de vista. Criticar é preciso, mas apontar uma possível solução também. |
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