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| Um aniversário crítico | |||||||
| Minha experiência com o Canal da Imprensa foi e ainda é bastante rica. Se vocês não se recordam, ocupei durante um bom tempo, no ano de 2005, a função de ombudsman. Daqueles tempos, se a minha memória não me trai, procurava ser o crítico do texto dos estudantes. Não penso que a exigência de um texto de qualidade deva ser diminuída. Não trairia aquilo que tem sido, ao menos assim espero, minha maior herança junto deste espaço acadêmico. No entanto, como todas as coisas evoluem – ainda bem por isso –, minha preocupação tem mudado um pouco de foco. Quero ver futuros profissionais suficientemente instrumentalizados para discernir as razões pelas quais labutam nessa seara. Trafegar com habilidade pelos caminhos sinuosos do relacionamento com as fontes. Desvencilhar-se bem de questões éticas que constantemente se atravessam na rotina produtiva. Definir bem o rumo que as reportagens devem tomar diante das informações coletadas. Ter a noção exato do espaço social e histórico que ocupam como profissionais. Enfim, dominar a complexidade de um campo tão difícil quanto desafiador e estimulante. Diante desses desafios, vejo neste veículo um potencial tremendo que, algumas vezes, tem ficado aquém das possibilidades. Aqui não vai nenhuma crítica ácida ou em tom de menosprezo. É natural que os estudantes tenham dificuldades em uma e outra ocasião. Ter a criatividade necessária para ousar em ilustrações, pensar em pautas que vão ao ponto das principais questões da mídia são iniciativas fundamentais. Ocorre que elas, necessariamente, carecem de complemento. No caso, um texto amplo, fundamentado, crítico e, claro, bem escrito. Não sou o mais qualificado para falar das questões ligados com o aproveitamento integral do espaço da plataforma de mídia on-line. O que suspeito, por intuição e alguma informação, é que talvez o formato já consagrado de alguns anos esteja ficando defasado. Há interações e inovações de mídias que não estão contempladas no Canal. Sabemos que a maioria delas por obstáculos alheios à vontade dos estudantes. Mas, nem por isso, estamos escusados! Sumariando meu ponto de vista, diria que o Canal tem atingido seu objetivo. Os prêmios acadêmicos falam mais do que qualquer palavra dita aqui. Não lembro uma possibilidade tão ampla em minha época de graduação! Sejam sábios, meus caros... E busquem a excelência, se posso aconselhá-los. Andréia Moura ombudsman@unasp.edu.br |
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