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Digitalizando
a vida
Lísye Rizziolli
A
Vida Digital, de Nicholas Negroponte (Companhia das Letras; 1995; 231
páginas; R$ 34,00)
Ano 3003. Meios de comunicação redefinidos por sistemas de transmissão e recepção de informação personalizada e entretenimento. Escolas que se parecem mais com museus e playgrounds, e suas crianças desenvolvendo idéias e se comunicando com outras no mundo todo.
Valores nacionais cedem lugar aos de comunidades eletrônicas maiores ou menores. Bairros digitais onde pessoas se confraternizam. Sem falar que o espaço físico é irrelevante, afinal, não é necessário muito espaço. Quando lendo um livro, tudo parece real.
Parece um sonho futuro? Pois é, mas de acordo com a tecnologia, a tendência é chegar a tal ponto.
Atualmente, a facilidade de uma vida digital está fazendo grande diferença nas pessoas. Robôs, máquinas, engenhos humanos e muitas outras coisas tomam conta do cotidiano das pessoas, tornando-as digitalizadas. O que parecia impossível está cada vez mais sendo realizado pelos humanos, quer dizer, pelos computadores.
Será que são máquinas humanificadas ou seres humanos de verdade, ou seja, carne e osso? Agora que decodificaram o DNA humano, nada mais será impossível, no mundo "maquinário" e nesta nova era de informações e inovações tecnológicas.
O autor com uma imaginação tremenda, explica de forma resumida, como trabalhar com bits em vez de átomos. Isto o influenciou também a não lançar seu livro de uma forma digital.
O manuseio lento de revistas, livros, videocassetes e jornais estão em mutação para obter uma informação mais rápida, como a velocidade da luz. E com custo mais acessível para todos.
Para tanto, é impossível deter a mudança dos átomos (que são revistas, jornais, livros) para os bits (informação rápida, internet).
Antigamente o computador não fazia parte da vida das pessoas. Era conhecido como
mainframe, dentro de salas gigantescas e com ar condicionado. Depois mudaram para microcomputadores, laptops, computadores de bolso, e com certeza
não ficará por aí!
Best-seller
Quando foi publicado, em 1995, A Vida Digital tornou-se best-seller, sendo traduzido para mais de 40 idiomas. Seu autor, Nicholas Negroponte é o fundador e diretor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Tem sido desde 1966 um membro facultoso, destacando-se por sua inteligência ágil e bem-humorada no universo da informática.
Ele foi também o fundador da revista Wired e tem sido um investidor majoritário por mais de 40 segmentos, incluindo três na China. Negroponte ainda dá várias palestras, falando sobre tecnologia, revolução digital e o futuro da comunicação.
Sendo um livro para quem não gosta de ler, A Vida Digital faz questão de chamar a atenção do leitor com informações que falam do futuro tecnológico e digital. Ele aborda também alguns pontos negativos da institucionalização da nova mídia, como a invasão de privacidade, a pirataria e o vandalismo digital, mas que poderão ser resolvidos com o tempo.
E como virtudes, a quebra de fronteiras pelos bits, a descentralização, a globalização, a harmonização (empresas trabalhando juntas, por exemplo), a capacitação (em conseguir informação) e que tudo isso estará nas mãos dos jovens.
Finalmente entraremos em um mundo com resoluções de alta qualidade e que estarão digitalizando a vida.
criação: lisandro staut
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