|
|
|
editorial
| debate |
imprensa
| mídia
cultura
| perfil | nostalgia
| opinião
cotidiano
| leitor
| e-mail
| expediente
anteriores | próximas
edições | inicial
A
conspiração da informação
Grace Spínola
É
bem verdade que muitos acreditam ser este mundo uma ilusão; que a TV e
demais meios de comunicação fazem diariamente uma lavagem cerebral; que
o governo é, literalmente, contra a nação e que todos nós possuímos chips espalhados pelo corpo. Exagero? Talvez. Mais do que repudiar
tais linhas de pensamento, as pessoas devem estar atentas às coincidências
que mistificam os fatos e, por vezes, esclarecem os acasos.
Quem diria que os americanos realmente não pisaram na lua? Que a aids não
existe? Que cédulas são capazes de monitorar nossos passos? É sobre um
homem que diz coisas semelhantes que o filme Teoria da Conspiração
retrata. Jerry Fletcher (Mel Gibson) é um “lunático” motorista de táxi
que é contra o governo e pensa que todos acontecimentos são frutos de
conspirações.
Apaixonado por Alice Sutton (Julia Roberts), que trabalha para o
Departamento de Investigação Criminal, conta a ela todas as suas
teorias, que são mais tomadas como devaneios de um paranóico.
Porém, ao prestar mais atenção em suas declarações, Alice começa a
ver um certo sentido entre elas, e passa a acreditar em Jerry. Ele
escrevia suas teorias em seu próprio jornal, Teoria da Conspiração
(com somente cinco assinantes), que dá título ao filme. Mas Jerry começa
a ser perseguido por um dos seus leitores, que quer tirar o taxista de
circulação, juntamente com seu jornal.
Alice então vai atrás de cada um dos assinantes e descobre que todos
morreram durante as últimas 24 horas, menos um, que conta à promotora
que Jerry teria matado seu pai e pede sua ajuda para capturá-lo.
A partir daí, a trama se desdobra e o suspense começa. Por que Jerry é
perseguido? O que aconteceu no passado? A verdade é que quando as
perguntas começam a ser respondidas (que o leitor só encontrará após
assistir a película), o filme também começa a perder a graça. Mas não
perde a lição.
Para chegar às conclusões, por mais que fossem “absurdas”, Jerry
possuía em sua casa um verdadeiro arsenal de informações. Tudo era
recortado e arquivado; um caráter investigativo de se fazer inveja.
Para os jornalistas, é bem cômodo escrever meia dúzia de qualquer coisa
sem pensar na repercussão, nas pessoas envolvidas e naquilo que está
sendo divulgado. São consideráveis os números de matérias que
arruinaram pessoas inocentes e as “encarceraram” pelo resto da vida.
Simples palavras, mas de ação imediata e eficaz.
Os jornalistas devem ser muito mais do que profissionais; devem acima de
tudo, ser cidadãos. Têm a obrigação, não de dizer o que todos querem,
mas sim o que deve ser dito. E com todas as explicações possíveis. Cabe
aí o princípio da investigação.
Ficha
Técnica
Título Original: Conspiracy Theory
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 137 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1997
Direção: Richard Donner
Roteiro: Brian Helgeland
Produção: Richard Donner e Joel Silver
Direção de Fotografia: John Schwartzman
Desenho de Produção: Paul Sylbert
Direção de Arte: Gregory Bolton
Figurino: Ha Nguyen
Elenco
Mel Gibson (Jerry Fletcher)
Julia Roberts (Alice Sutton)
Patrick Stewart (Jonas)
Cylk Cozart (Agente Lowry)
Steve Kahan (Sr. Wilson)
Terry Alexander (Kip)
Brian J. Williams (Clarke)
George Aguilar (Piper)
Sean Patrick Thomas

criação: lisandro staut |
|